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NY: bolsas devem abrir em queda à espera de Alcoa e Fed.

Nova York – As bolsas dos Estados Unidos devem abrir o pregão desta terça-feira, 08, em baixa, sinalizam os índices futuros. Depois de atingirem níveis recordes na semana passada, o tom de cautela visto ontem em Wall Street prossegue nesta manhã. A expectativa do dia é para o início da temporada de divulgação de balanços, com os números da Alcoa, e dois discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Às 10h10 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones perdia 0,22%, o S&P 500 cedia 0,24% e o Nasdaq recuava 0,17%.

O dia tem dois indicadores, o relatório sobre emprego conhecido como Jolts e o índice de otimismo das pequenas empresas. A presidente do Fed, Janet Yellen, já declarou que gosta de avaliar o Jolts para saber dados mais detalhados do mercado de trabalho, que incluem o total de vagas abertas no país e de pessoas que deixaram o emprego. O relatório será divulgado às 11h (de Brasília), com dados de maio. Já o índice de otimismo das pequenas empresas veio abaixo do previsto e caiu para 95 em junho, de 96,6 em maio. A expectativa dos analistas era que subisse para 97.

Após a abertura do mercado, dois dirigentes do Fed falam hoje. Um deles é o responsável pelo escritório do BC em Minneapolis, Narayana Kocherlakota, que fala às 14h45 (de Brasília) sobre política monetária e economia. O dirigente tem poder de voto este ano nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e costuma ter postura mais crítica em relação à atual estratégia do Fed. Ele já foi até voto dissidente nas reuniões e no começo de junho declarou que os juros baixos favorecem o aparecimento de bolhas.

O outro presidente regional a falar é o dirigente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, às 14h (de Brasília). Ele não vota este ano nas reuniões do Fomc, mas terá este poder em 2015, quando o mercado espera que os juros sejam elevados nos EUA. No final de junho, Lacker afirmou que as taxas vão precisar subir no ano que vem, mas é complicador dizer o momento certo em que isso precisaria ocorrer. Depois que o relatório de emprego de junho veio com números acima do previsto, alguns economistas reforçaram a aposta de que as taxas podem subir mais cedo do que se espera.

No noticiário de empresas e negócios, a Alcoa, maior fabricante de alumínio do mundo, dá início após o fechamento do mercado à temporada de anúncio de resultados do segundo trimestre, que esta semana terá ainda o banco Wells Fargo, quarto maior banco dos EUA em ativos. Muitas companhias, como as aéreas, redes de varejo e de construção, culparam o inverno rigoroso por resultados aquém do esperado no primeiro trimestre. Por isso, o interesse é ver agora como os balanços ficaram no segundo trimestre sem os efeitos do clima.

Outro ponto é que as bolsas estão em níveis históricos de alta e as ações estão caras, destaca o estrategista de investimento da gestora BlackRock, Russ Koesterich, em um relatório a clientes. Por isso, os números precisam vir bons para justificar os preços dos papéis nos níveis atuais. O economista está otimista e vê espaço para novas altas das ações, na medida em que a economia acelere a recuperação, com impactos positivos nos balanços das empresas. No geral, a expectativa dos analistas é que os lucros cresçam 4,9% no segundo trimestre, de acordo com a FactSet.

Para a Alcoa, a projeção dos analistas é que o lucro por ação fique em US$ 0,12 no segundo trimestre, aumento de 71% na comparação com o mesmo período de 2013. As receitas devem vir em US$ 5,6 bilhões, queda de 4%, segundo a FactSet. No pré-mercado, o papel da empresa subia 0,34%.

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