Suspeito de chefiar milícia é morto durante operação da Polícia Civil – Rio


Rio – Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, foi morto nesta sexta-feira, durante uma operação da Polícia Civil. O suspeito de chefiar a milícia “Liga da Justiça” foi baleado no tórax em uma casa na Rua Aporuna, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. 

Carlinhos Três Pontes
Reprodução

O homem chegou a ser levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos. 

Carlinhos Três Pontes também seria o responsável por três mortes na Baixada Fluminense: a do vereador Luciano DJ (PCdoB), em 2015, e dos candidatos ao cargo de vereador Júlio Reis e Primo.

Segundo investigadores, seu apelido apontava sua origem: ele chegou a chefiar o tráfico de drogas na comunidade Três Pontes, também na Zona Oeste. No entanto, com o avanço da milícia da Liga da Justiça na região, com perfil articulador, conseguiu conquistar a confiança do novo grupo e alternou de lado: virou miliciano.

Leia mais

teste

Em 2009, foi detido por porte ilegal de armas. Em seu julgamento, alegou ser eletricista e ter um salário de R$ 1.368,13. A juíza Alessandra Bilac considerou que Três Pontes, por não ter antecedentes criminais e ter residência fixa e emprego formal, deveria responder aos três anos de condenação em liberdade.

Em liberdade, foi recebido por Tony Ângelo, que chefiou a Liga da Justiça até 2013, quando foi detido, segundo a polícia. Em 2014, Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman, também líder da milícia, foi detido. Ângelo optou por Três Pontes para assumir a chefia da Liga. Já Batman, escolheu Ricardo Gildes, chamado de Dentuço. “Dentuço foi morto em um duelo com Três Pontes em um terreno de terraplanagem, não se sabe onde. Seu corpo nunca foi encontrado”, afirma um dos investigadores.

Assumindo a milícia, soube expandir o território. “Da Zona Oeste já está em Nova Iguaçu e até em Maricá”, afirmou Lages. Na Baixada, explorou desde a venda de gás até a extração ilegal de areia.



Fonte: Jornal O Dia / IG