A culinária celebra a união cultural


A gastronomia é hoje um instrumento de aproximação entre os povos. O que a ideologia, a xenofobia e o ódio racial distanciam a culinária une. Difunde sabores e promove receitas que estreitam laços entre as culturas de territórios distintos. Assim, o risoto, a pizza e as massas “parlam” a língua italiana, mas são falados em idiomas de países distantes. Tornaram-se pratos globais.

Lembro das minhas primeiras viagens a Nova York, quando eu ficava fascinada com os estabelecimentos comerciais que mostravam as diversas raízes culinárias dos habitantes oriundos de países diversos. A chamada “Big Apple” é tão marcantemente cosmopolita que chega a ter restaurantes especializados em “northern italian cuisine”, a sofisticada cozinha italiana do norte. Em Londres, onde morei por um ano e meio, igualmente são comuns feiras culinárias onde se celebra a “cozinha do mundo”. O grande exemplo são os mercados públicos, que já foram tema na coluna

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