Almirante Othon, ex-presidente da Eletronuclear, é libertado após quase dois anos preso


Antonio Cruz/Agência Brasil

Othon havia sido condenado a 43 anos e chegou a tentar suicídio

 

Considerado um dos mais importantes cientistas nucleares brasileiros, o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, mais conhecido como Almirante Othon, teve soltura determinada em habeas corpus expedido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) nesta quarta-feira (11), depois de dois anos preso. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (11) por Fernando Fernandes, que defende Othon em processos relativos à Operação Lava Jato. Admirado por nacionalistas de esquerda, o almirante foi preso em julho de 2015 e condenado por corrupção a 43 anos de cadeia.

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A Justiça Federal levou em consideração, na concessão da soltura, as más condições de saúde do almirante, que enfrenta câncer de pele e está em idade avançada, com 78 anos As condições de Othon foram apontados pela defesa como motivo principal para a libertação do cliente, que cumpria pena de reclusão em uma unidade da Marinha.

“O habeas corpus foi proferido pela Primeira Turma do TRF, entendendo que não estão mais presentes os pressupostos da prisão preventiva. logo, determinou a soltura do almirante. Ele passou por uma cirurgia de câncer e o tribunal entendeu que era caso de revogar por completo a prisão”, explicou o advogado Fernando Fernandes, segundo a Agência Brasil.

O defensor disse além disso que Othon dedicou sua vida ao programa nuclear do país. “É o mais relevante cientista que temos nesta área. Ele é acusado pelo recebimento de R$ 3 milhões, o que não tem o menor sentido, uma vez que se tratava de um estudo científico pelo qual recebeu. Ele não é acusado de receber porcentagem de obra da Eletronuclear. É um homem inocente, está condenado à pena mais alta da Lava Jato [menor que a de Sergio Cabral, de 45 anos]. logo, nós acreditamos que a condenação poderá ser revertida”, sustentou Fernando, para quem o cliente é vítima de perseguição político-ideológica.

Por meio de nota, o TRF2 informou que o habeas corpus

foi decido pela maioria do colegiado, prevalecendo o voto do relator do caso, o des