trajetória difícil de perda, lutas e superação de uma mulher vitoriosa


Gloria Maria Rebelo Ferrante ou, como é conhecida, Gloria Perez. O nome é de fácil associação: escritora e autora de novelas que cativaram o Brasil inteiro, responsável por emocionar milhões de pessoas através de histórias tocantes narradas nas novelas.

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Gloria é igualmente preocupada com prestação de serviços, quebra de preconceitos principalmente no tocante do que é considerado tabu pela sociedade. A autora é capaz de adentrar o coração das famílias brasileiras e imprimir sua marca. Mas, o que nem todo mundo sabe é da difícil história de sofrimento, perda e superação dessa mulher que é motivo de inspiração para muita gente.

Em entrevista ao jornal Extra, a autora falou sobre sua marca registrada:

Fiquei marcada pelo público por causa das campanhas sociais nas minhas novelas. Resolver o contratempo não é a nossa função, mas, sim, colocar em discussão, lançar luz, botar um holofote em cima do assunto. Se você faz um país inteiro discutir com quem vai ficar a mocinha, igualmente pode fazer todo mundo discutir algo que mude a vida das pessoas. É isso que sempre busco nas minhas novelas”.

Nasceu no dia 25 de setembro de 1948 e cresceu no norte do pais, em Rio Branco, no Acre. Filha Miguel Jerônimo Ferrante (advogado) e Maria Augusta Rebelo Ferrante (professora). Acostumou-se desde cedo a conhecer culturas diferentes, acompanhando os pais, Glória se mudou além disso jovem para Brasília, São Paulo e, depois sozinho, para o Rio de Janeiro, onde cursou história na Universidade Federal do Rio de Janeiro e casou-se.

Sua carreira como autora na Globo começou aos 31 anos, quando escreveu a sinopse para um capítulo da minissérie Malu Mulher e apesar do episódio chegar a ser gravado, anos mais tarde acabou chamando a atenção de Janete Clair.

Gloria Perez passou de assistente na novela “Eu Prometo” (1983) para titular em questão de meses, uma vez que a autora das imprescindíveis novelas na época acabou sendo afastada por causa de um câncer – luta que infelizmente perdeu no fim daquele ano –. Perez terminou sozinha de escrever a trama da novela. Escreveu “Partido Alto” (1984), em 1987, pela TV Manchete escreveu “Carmem”. Em 1990, voltando à Rede Globo, foi autora de “Desejo” – sua primeira minissérie – e “Barriga de Aluguel” – primeira novela sozinha –. Daí as coisas prometeram decolar. De “Corpo e Alma”, em 1992, foi sua primeira novela das oito (horário nobre), prometia muito sucesso por conta da audiência do horário. O elenco igualmente traria a filha de Gloria, a bela Daniella Perez, que integrava o elenco no papel de Yasmin.

Perda trágica da filha e superação

Em 1992 o Brasil ficou estarrecido por ver a vida real ser invadida por atos que só era possível imaginar na ficção: a filha da autora, Daniella é brutalmente assassinada por Guilherme de Pádua e sua companheira, Paula Thomaz. Ambos, atores do elenco da novela “Corpo e Alma”. O motivo do assassinato a Glória conta durante o bate-papo com o Extra: 

“Ele é um psicopata assassino, armou a mão da mulher, planejou, emboscou e assassinou minha filha porque não apareceu em dois capítulos e achou que estava saindo da novela. Só um psicopata faz isso e depois fala disso da maneira que um psicopata fala: com trivialidade. Para um psicopata, as outras pessoas são apenas um meio para conseguir um objetivo. Guilherme de Pádua e Paula Thomaz (hoje, Paula Nogueira Peixoto) mataram, deram pêsames à família e foram dormir tranquilamente. A polícia acordou os dois. São coisas que só psicopatas fazem, só alguém completamente desvinculado de sentimentos, de empatia com outro ser humano, é capaz de fazer”.

Todos acreditavam que Gloria se entregaria, mas a autora reuniu forças de onde muitas pessoas não imaginariam e recebeu apoio do Brasil inteiro em busca de Justiça. Mas ela não parou! Continuou a escrever capítulo por capítulo, mesmo com o coração em pedaços e a alma fragmentada. E por honra à memória da filha, seguiu em frente.

Escreveu “Explode Coração” em 1995 e, além disso preocupada