Uma história de fé e devoção que comemora 300 anos


Santuário Nacional

“Nascia ali uma devoção que cresceu com o tempo e hoje reúne devotos de todas as partes do Brasil”

 

Luiz Gonzaga Bertelli*

A história conta que, em 1717, três pescadores – João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia – saíram da Vila de Santo Antonio do Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, para conseguir peixes para um banquete que seria oferecido a Dom Pedro de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar, na época governador da província de São Paulo e Minas Gerais. Enquanto navegavam pelas águas escuras do Rio Paraíba do Sul, jogavam a rede e, por diversas vezes, ela saía vazia. Até que, em uma das tentativas, submergiu entranhada à rede, uma imagem de Nossa Senhora, primeiro com o corpo. E depois, a cabeça. Então, a fartura de peixes começou a aparecer.

Os pescadores levaram a imagem para Silvana da Rocha Alves – esposa de Domingos, irmã de Felipe e mãe de João – que colou as duas partes com cera e colocou a estátua em um pequeno altar na casa da família. A notícia correu a região. Nascia ali uma devoção que cresceu com o tempo e hoje reúne devotos de todas as partes do Brasil.

Entre 1717 e 1732, a imagem peregrinou por vário