Uma tinta chinesa pode se tornar a mais nova inimiga de uma doença mortal


Durante séculos, artistas e calígrafos chineses utilizaram a tinta para contar inúmeras histórias. Entretanto, pode ser que ela tenha além disso um outro propósito.

Os cientistas descobriram que uma tinta tradicional chinesa, feita a base de plantas e chamada de tinta Hu-Kaiwen, contém propriedades que podem ser utilizadas não apenas para escrever mensagens no papel, mas são igualmente ideais para matar células cancerígenas.

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Uma equipe chinesa, liderada por pesquisadores da Universidade de Shanghai, começou a investigar a tinta de Hu-Kaiwen (o Hu-ink) após notar sua similaridade com a utilizada no tratamento do câncer e chamada de terapia foto-termal (PTT).

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Captain Yeo / Shutterstock.com

A terapia implica na injeção de sustâncias, que contém nanomateriais, nos tumores do corpo, que são alvos de raio laser. Uma vez que o laser toca o conjunto de nanomateriais, implantados em células cancerígenas, as células se aquecem e morrem.

Entretanto, um dos imprescindíveis problemas é encontrar um material adequado para injeção no corpo material. A consistência da tinta Hu-Kaiwen parece dispor de todas as características que os cientistas buscam: a cor é adequada para absorber luz e calor, é estável na água, não é muito cara ou complexa e o mais relevante: não é tóxica para o corpo.

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Crystal light / Shutterstock.com

Os científicos testaram suas hipóteses no laboratório e descobriram que a tinta era biologicamente compatível com células humanas em condições normais porém, quando aquecida, matava as células cancerígenas, mostrando maior eficácia, a mesma resistência laser, quando se aumentava a concentração da tinta Hu.

Em outros experimentos com ratos, a tinta igualmente se mostrou eficaz, matando mais células cancerígenas que o tra