Em carta aos tucanos, Aécio se despede do comando do PSDB e diz que irá provar inocência


Agência Senado

Aécio é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Supremo Tribunal Federal (STF)

 

Presidente licenciado do comando do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) enviou carta aos colegas de partido para justificar atos praticados e fazer balanço de sua gestão. Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, o parlamentar igualmente ressaltou seu compromisso em mostrar sua inocência.

“Desde que me afastei da presidência do PSDB, em maio último, venho me dedicando de maneira integral à minha defesa diante das falsas e criminosas acusações de que sou vítima. Estejam certos de que, ao fim, restará provada a absoluta correção de todos os meus atos. Assim como foi ao longo destes últimos 30 anos, serei sempre um dedicado tucano pronto para lutar junto com o PSDB pelo Brasil e pelos brasileiros”, afirmou Aécio.

Neste sábado (9), a legenda elegerá a nova estrutura de comando nacional em reunião da Executiva Nacional do PSDB. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin vai assumir a presidência da legenda, já que o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo, após um acordo, decidiram retirar suas candidaturas para liberar o caminho para Alckmin.

Aécio ficou no comando do PSDB entre 2013 e 2017. Sua licença do partido ocorreu após se tornar alvo de acusações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. Gravado por Joesley em março deste ano, o tucano teria pedido R$ 2 milhões ao empresário.

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No início de novembro, Aécio, que havia deixado Jereissati no comando interino do partido, o afastou e voltou ao comando sob o discurso de garantir a isonomia de condições entre os dois postulantes à presidência da legenda (Jereissati e Marconi). Ao reassumir, Aécio transmitiu a direção provisória da legenda para o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, um dos vice-presidentes tucanos.

Criticado pela decisão, na carta, Aécio justifica: “Desta decisão decorreu um processo sucessório equilibrado, e dele, um saudável entendimento que culminará, na convenção que se aproxima, com a eleição do governador Geraldo Alckmin p