Família alagoana ajudou traficante internacional a lavar dinheiro com compras de bens de luxo


A sogra, a esposa e os dois cunhados do traficante morto, Erik da Silva Ferraz igualmente foram presos durante a operação “Duas Faces” da Polícia Federal (PF). Durante uma coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (07), na sede da PF, no bairro de Jaraguá, a PF informou que o traficante mantinha um patrimônio de R$ 8 milhões. Segundo o delegado Gustavo Gatto, a família ajudou ao traficante a lavar dinheiro com compras de bens de luxo.

de acordo com a PF, a sogra – que não teve o nome divulgado -, a esposa Gabriela Terêncio e os dois irmãos estavam envolvidos no esquema. Um dos irmãos é Diogo Torêncio, atleta de MMA e proprietário da academia CT Premier Combat FIT, localizada na Avenida Menino Marcelo, parte alta da capital. além disso de acordo com a PF, o outro irmão de Gabriela é tenente da Polícia Militar (PM).

Diogo Terêncio. Foto: arquivo pessoal

além disso de acordo com a investigação da PF, Erik estava em Alagoas para fazer uma lavagem de dinheiro do tráfico internacional e mantinha o patrimônio milionário entre casas de praias, em condomínios, BMW, lanchas e jet ski.

“Todos os imóveis foram adquiridos com dinheiro ilícito. Ele chegou a Alagoas no início de 2016 e abriu empresas no nome da esposa e da sogra. Erik e Gabriela se conheceram na Bolívia, onde passou um tempo escondido junto com o pai após fugir do presídio de São Paulo”, confirmou o delegado Gustavo Gatto, responsável pela investigação.

Envolvimento dos presos no esquema

Segundo o delegado, a investigação durou dois meses e ressaltou que foi preciso ser rápido para que eles não desconfiassem que estavam sendo investigados.

“Todos os bens foram adquiridos a vista e a posição econômica da família não correspondia com o que eles estavam comprando”, disse Gustavo.

A família inteira será indiciada pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Gabriela e Diogo. Foto: Arquivo Pessoal

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