“O MinC não é de nenhum partido. É do Estado brasileiro”, diz Caetano – 20/05/2016


Poucos artistas têm em sua trajetória artística a veia política de forma tão ressaltada. Forjado nos anos 60, em plena luta contra a ditadura militar, Caetano Veloso escreveu uma nova página em sua carreira de artista e militante político.

Sua presença na ocupação do icônico Palácio Capanema, sede da Funarte do Rio de Janeiro, deu ao movimento um ar de festival de música. Centenas de militantes e igualmente fãs superlotaram a região dos pilotis do órgão público.

Porém, ao contrário do que fez em vários momentos de sua carreira, Caetano não fez dos discursos inflamados e polêmicos como a marca de sua apresentação.

Acompanhado de um violão, o cantor e compositor fez da música e de seus clássicos uma arma para manifestar em repúdio contra a decisão do presidente interino, Michel Temer, de extinguir o Ministério da Cultura (MinC). Em uma de suas poucas falas, Caetano pontuou: “O MinC não é de nenhum governo ou partido. É do Estado brasileiro”.

Escalado para se apresentar junto de Caetano, Erasmo Carlos

fez uma apresentação breve, com apenas duas canções. Logo em seguida, chamou o cantor baiano ao palco, que dividiram os vocais de “De noite na cama”. Da