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A partir da próxima semana São Paulo terá o primeiro Food Park do Brasil

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Um estacionamento de 4 mil metros quadrados ao lado do Metrô Marechal Deodoro, no centro na capital paulista, vai se transformar, a partir de sábado, 1, em um espaço para celebrar a comida de rua. Antes destinado a carros, o local passará a receber food trucks e bike foods e terá espaços fixos para vendedores de comida em grandes contêineres amarelos, equipados com luz, água, pia, bancada e exaustor. O Marechal Food Park será o primeiro empreendimento do tipo no País e o maior parque para alimentação da América Latina.

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“Isso aqui é a evolução de uma barraca e dos food trucks, porque as operações se tornam mais fixas”, afirma a chef Daniela Narciso, que, ao lado do marido e produtor cultural Maurício Schuatz, toca a KQI Produções. A dupla é responsável também pela Feirinha Gastronômica e pelo Butantan Food Park. “A gente estudou bastante um formato que fosse único, mas adaptado a todas as necessidades”, diz. O projeto é uma parceria com a Containit, que desenvolve mobiliário e contêineres.

Para Sérgio Cabral, um dos sócios da Containit, a localização do Food Park é o destaque do projeto: “Estamos do lado do Minhocão e do metrô, em um dos lugares mais em evidência da cidade hoje”. Schuatz concorda: “Aqui é onde está o foco da discussão entre carros, pedestres e uso das vias. Em 2012, fizemos o Chefs na Rua, no Minhocão, e abrimos um diálogo. A partir dali ficou claro que a cidade queria essas iniciativas”.

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Cada contêiner será dividido em módulos de 7,5 m2 com toda a infraestrutura necessária para quem quiser montar seu negócio. Serão 24 espaços, cada um comercializado por R$ 7 mil ao mês. Os food trucks e bike foods também terão de pagar esse valor para funcionar na área, que ficará aberta de terça a domingo, das 11h às 21h, com entrada pela Rua Doutor Albuquerque Lins.

“Escolhemos contêiner porque caminhão é caro, difícil de adaptar e o retorno financeiro é a longo prazo”, explica Eduardo Cocco, do Samurai Kobe, que já tem um food truck, mas resolveu apostar em um lugar fixo. “Os clientes perguntam ‘onde vocês estarão amanhã?’, e a gente muitas vezes não sabe responder”, afirma. “Teremos estrutura de bar, mas com cara e preço de rua”, ressalta seu sócio, Tonico Garcez.

Fonte: Correio Braziliense

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