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Carlos Moura / SCO/STF

Defesa de Temer criticou frase usada pelo PGR, que afirmou no início de julho que “enquanto houver bambu, lá vai flecha”

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido de suspeição apresentado pela defesa de Michel Temer. O julgamento do pedido começou na tarde desta quarta-feira (13).

Janot está a quatro dias do fim de seu mandato à frente da PGR, que acaba no domingo (17) e não compareceu ao julgamento, sendo representado pelo vice-procurador Nicolao Dino. Sua sucessora, Raquel Dodge assume o cargo na segunda-feira (18).

Relator do caso, o ministro Edson Fachin votou para rejeitar o pedido e afirmou que não há “inimizade capital” na atuação de Janot. Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello acompanharam Fachin. Cármen Lúcia, como presidente da Corte, não é obrigada a votar. Gilmar Mendes e Roberto Barroso não participaram do julgamento.

O advogado de Temer, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, pediu à Corte para reunir a suspeição de Janot ao pedido de suspensão da eventual segunda denúncia contra o presidente, que pode ser apresentada a qualquer momento. A presidente do STF, Cármen Lúcia, negou o pedido.

Durante a sustentação oral da defesa, Mariz afirmou que Janot agiu de forma açodada desde o início das investigações que tiveram origem nas delações da JBS. Afirmou que Temer não recebeu a mala com R$ 500 mil que seu ex-assessor e ex-deputado, Rodrigo Rocha Loures, foi flagrado carregando ao sair de uma pizzaria em São Paulo. Mariz afirmou que a mala jamais chegaria ao Planalto “pela honradez” de Temer.

Ao anunciar seu voto, Fux defendeu a frase usada por Janot, afirmando que “frases de efeito são ditas a todo momento” e que Janot agiu no legítimo interesse de sua instituição. Lewandowski chamou a expressão de “inusitada”, mas afirmou que Temer não era o único alvo das “flechadas” de Janot.

Mariz igualmente afirmou que Janot agiu de forma midiática, criticando a frase usada pelo procurador no Congresso da Abraji, no fim de junho. À época, Janot afirmou que “enquanto houver bambu, lá vai flecha”. Mariz disse que essas são expressões que não deveriam ser usadas pelo procurador-geral da República. Ao finalizar a defesa de Temer na Corte, Mariz pediu “deixem-no em paz” e afirmou que a conduta de Janot está “trazendo danos ao presidente da República e ao país”.

Os ministros além disso devem comentar o pedido de suspensão da eventual denúncia contra Temer.

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Fonte: Congresso em Foco

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