Morte de psicóloga paranaense foi recado do PCC para agentes em MS e mais três estados


Foto: Reprodução/Depen

A morte da psicóloga Melissa de Almeida de Araújo em Catanduvas, no Paraná, teria sido um recado do PCC (Primeiro Comando da Capital) para agentes penitenciários dos presídios federais de Campo Grande (MS), Mossoró (RN), Porto Velho (RO), além da unidade da cidade paranaense.

É o que revela reportagem da Uol, apurada através de inquérito da PF (Polícia Federal) que resultou no indiciamento de seis pessoas, algumas delas em dívida com a facção criminosa paulista. Os alvos teriam sido escolhidos para atingir o Estado, uma vez que as penitenciárias mencionadas são mais rigorosas e dificultam regalias ilícitas para presos.

Segundo a PF, pelo menos dois investigados estavam suspensos da facção por descumprir alguma ordem do comando do PCC. O homicídio foi planejado como forma de ‘pagamento’ para evitar algum tipo de punição. Durante o confronto, dois dos envolvidos chegaram a morrer.

Os avisos, porém, começaram além disso em 2 de setembro de 2016, com o assassinato do agente do presídio federal de Catanduvas, Alex Belarmino Almeida Silva, que morreu ao ser atingido por 23 tiros na cidade de Cascavel (PR). Já em 14 de abril deste ano, foi o agente do presídio federal de Mossoró (RN), Henry Charles Gama Filho, assassinado a tiros em um bar da cidade.

Escolhida ao acaso

A psicóloga foi escolhida por representar o sistema. Durante 40 dias, teve a rotina monitorada, assim como outros agentes da unidade. No dia do assassinato, em 25 de maio, ela foi seguida durante toda a manhã por três carros roubados e não percebeu. Foi morta em frente ao marido, o policial civil Rogério Ferrarezzi, e ao filho de dez meses.

de acordo com o Uol, Melissa saiu do presídio de Catanduvas no meio da tarde. Pegou o marido de carro na delegacia em que ele trabalhava e os dois seguiram à creche para buscar o filho. Por volta das 18h, o carro dela chegou ao condomínio onde morava, local em que os bandidos aprove