O delegado Vílson Alves de Toledo, responsável pela operação que resultou na prisão de duas empresárias e duas farmacêuticas, considerou como gravíssimos os crimes cometidos pelas suspeitas em farmácias de manipulação de Curitiba. Nos locais fiscalizados, foram encontrados produtos vencidos, sem origem comprovada e sem rastreabilidade. Além disto, os órgãos fiscalizadores detectaram a manipulação de certos remédios sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou mesmo sem receita médica e produção em série de um suplemento alimentar destinado para crianças com necessidades especiais.

“São crimes gravíssimos, uma vez que elas manipulavam produtos que controlados sem origem comprovada, o que a lei caracteriza inclusive como tráfico. Entretanto a legislação, tendo em vista a nocividade para a população como um todo, atribuiu pena além disso maior do que o tráfico de entorpecentes”, explicou o delegado na tarde desta terça-feira (30). A punição prevista para esse tipo de crime é de 10 a 15 anos de reclusão.

As quatro presas durante a operação, deflagrada em conjunto pela Polícia Civil, Conselho Regional de Farmácia do Paraná e Vigilância Sanitária após a denúncia de uma cliente. Cinco farmácias de manipulação foram fiscalizadas, nos bairros Centro, Fazendinha, Sítio Cercado, Alto Boqueirão e Novo Mundo.

Uma delas foi interditada pela Vigilância Sanitária por não respeitar o processo de adequação, após modificações realizadas na farmácia. No entanto, em todas os estabelecimentos foram encontradas infrações.

Os produtos irregulares foram apreendidos. “além disso vamos avaliar os produtos e igualmente toda a documentação aprendida. As investigações continuam”, conta Eduardo Pazim, gerente de fiscalização do Conselho Regional de Farmácia no Paraná. De acordo com ele, alguns dos estabelecimentos fiscalizados atuam há 10 anos no mercado.



Fonte: Massa News