Haja fôlego para os cinco integrantes de AquaSonic, a primeira banda submersa do mundo. O ambicioso projeto dinamarquês levou anos para ser desenvolvido, principalmente pela criação dos instrumentos especiais.

Mergulhadores, cientistas e artesãos foram convocadas para dar uma força ao quinteto, que fez o primeiro show em 2016 e acabou de integrar o festival de Sydney, na Austrália, em janeiro de 2018.

“É muito desafiador tocar música debaixo d’água”, define Robert Karlsson, cofundador do AquaSonic, ao “Mashable”. Essa obstrução possibilita uma responsabilidade grande dos artistas… Você não pensar em mais nada, e acho que o público consegue sentir isso”.

“A água é algo que todos temos em comum, além da religião e da cultura, o que faz crer que a apresentação conversa com um público muito vasto — não apenas uma casa de show ou um show casual.”

Laila Skovmand teve a ideia de formar uma banda “diferente” em 2002, quando ficou curiosa com o canto submerso. Para isso, ela encheu um balde com água e saiu por aí cantando. Depois de alguns anos, a cantora teve a chance de se apresentar totalmente debaixo d’água em um laboratório na Europa, inclusive arriscando tocar alguns instrumentos.

A “rotacorda” — instrumento de corda em que uma roda toca as cordas — e o “cristalfone” — instrumentos de vidro com uma tigela — foram desenvolvidos a partir de diversas tentativas e erros por parte dos integrantes da banda. Os instrumentos possuem um microfone para expandir o som.

Mas a pergunta que não quer calar: como segurar a respiração por tanto tempo? A resposta é mais simples (e sem graça) do que imaginam. “Nós subimos e respiramos entre as frases. Alguns momentos são planejados cuidadosamente na composição, enquanto outros são mais tranquilos”, explica Karlsson.



Fonte: UOL.com.br

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