Lúcifer travestido de Astreia

Não estou aqui para julgar, não estou para defender, muito menos acusar, mas diante de tal repercussão resolvi emitir minha opinião em um assunto que tomou conta das redes socais e abalou as estruturas do Penedo e de sua sociedade.

Não adentrarei diretamente no assunto, pois não me sinto numa posição confortável em julgar as pessoas, pois sei que sou humano e passível de erro, mas vou canalizar minha escrita para o fato de usarmos a internet para emitir opiniões e sermos – ou não – mal interpretados.

Essa semana foi bombástica nesse sentido, pois além do modelo penedense Lucas Guimarães, usaram também a internet para declarações fortes, a cantora Daniela Mercury e o cantor Johny Hooker.

Guardando as devidas proporções, todos os envolvidos causaram rebuliço nas redes sociais e colocaram de pernas pro alto parte da sociedade brasileira que – hipócrita ou não – deixaram vir à tona sua revolta.

No caso do modelo penedense, acredito que por ser ainda muito jovem e guardar algum desconforto com alguns integrantes da sociedade citadina, foi infeliz e acabou trazendo pra si todo o peso de uma declaração mal dada, mas não devemos, nem podemos criminalizá-lo, pois os erros e acertos são frequentes em nossas vidas e nos nossos posicionamentos.

Por outro lado, me chama a atenção justamente essa parte da sociedade, dita, “civil organizada” que massacrou os citados entes, e gritam impropérios contra as pessoas, mas “se ajeitam” nas várias facetas da libertinagem, do jeitinho de levar vantagem e do toma lá dá cá.

Essa mesma sociedade que defende o sargentão homofóbico, misógino e racista, esconde embaixo do tapete toda sua podridão e encarna a figura de Astreia, deusa grega da justiça, da inocência e da pureza.

Então, já que estamos com os pés fincados nas derrapagens nas tomadas de decisões, nas ações e nos posicionamentos, então tenhamos um pouco de cautela no trato com as pessoas, pois como diz o professor Dartagnan da Silva Zanela, “Uma boa pitada de cautela no agir e no portar-se é como canja de galinha: não faz mal a ninguém”.

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