Museu do Rio São Francisco realiza primeira atividade em Penedo

Museu do Rio São Francisco realiza primeira atividade em Penedo. Divulgação

A Fundação Casa do Penedo promoveu a primeira atividade relacionada ao Museu do Rio São Francisco, projeto idealizado por seu fundador Dr. Francisco Alberto Sales e com recursos garantidos para a instalação de equipamentos, conforme declarou a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, durante a entrega da obra de restauro e recuperação do imóvel.

Conectado com as propostas de um ‘museu vivo’, como se referia Dr. Sales aos trabalhos desenvolvidos na Casa do Penedo, o evento Penedo Na Rota do Mel destacou a necessidade de participação das pessoas, de forma ativa, em que tudo que se refere ao Velho Chico, principalmente no debate e elaboração de propostas de recuperação e sustentabilidade do Rio da Unidade Nacional.

O evento foi aberto pela Dra. Magda Fonseca Queiroz Mota, cientista política que abordou a importância da efetivação de políticas públicas e analisou a participação da sociedade civil organizada no projeto de transposição do Rio São Francisco, tema de sua tese de pós-doutorado na Universidade de Salamanca (Espanha).

Mediada por Geraldo Fonseca, a mesa-redonda teve sequência com o presidente da Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura de Alagoas, Pedro Acioli. Ele expôs as vantagens econômicas e ambientais relacionadas à criação de abelhas sem ferrão.

As espécies típicas do Brasil – especialmente as encontradas na Mata Atlântica, no Sertão e no Baixo São Francisco – são as melhores polinizadoras dessas regiões. Sendo assim, as abelhas sem ferrão são indispensáveis para a recuperação das matas ciliares e dos demais ecossistemas.

Em paralelo ao ganho ambiental, a qualidade de vida do ribeirinho também melhora em termos financeiros. De acordo com Pedro Acioli, um litro de mel de uruçu (uma das subespécies de abelha sem ferrão) custa atualmente R$ 150, 00, valor bem acima do mel das ‘abelhas apis’ (com ferrão). Também se ganha dinheiro com outros produtos, do própolis à criação de colônias do inseto inofensivo .

Sem o risco do ataque de abelhas, a meliponicultura pode ser feita até no quintal de uma residência, o que ocorre em uma vizinha do Chalé do Loureiros. Com vista para o Rio São Francisco, o casal Magda e Geraldo abriu as portas de sua casa para a aula prática que concluiu o evento que certificou os participantes, marco inicial do Museu do Rio Francisco e mais um trabalho promovido ao longo dos 26 anos de existência da Fundação Casa do Penedo.

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