Por que Cidoca abriu mão de sua candidatura para apoiar o irmão?

Bola e Cidoca junto ao pai, o ex-governador e ex-deputado Moacir Andrade. Imagem Facebook

A mudança de rumo na caminhada de Cidoca (Alcides Andrade Neto) em seu retorno para a Assembleia Legislativa Estadual foi tema da postagem anterior que fiz no blog. Após a publicação, o ex-deputado e ex-vereador conversou comigo sobre os motivos que o levaram a abrir mão de sua candidatura e o lançamento do nome do seu irmão Moacir Andrade Filho, o Bola, para a ALE.

Filiado ao PTC, Cidoca era parte de uma aliança que poderia fazer de três a quatro deputados estaduais,  conforme a projeção que havia para a composição liderada por Célia Rocha (ex-prefeita de Arapiraca) até a realização das convenções partidárias. A confirmação do nome de Fernando Collor para o governo, cabeça de chapa da oposição a Renan Filho, trouxe mais partidos para a aliança.

Com isso, os candidatos que precisavam de cerca de 20 mil votos para conquistar uma vaga na ALE – entre eles Cidoca – passaram para outro patamar, de 30 a 35 mil votos. A mudança na composição fez o político penedense desistir de sua candidatura, sem deixar de lado a articulação de outra estratégia.

Como seu irmão Bola é filiado ao Podemos, sigla que está no chapão de Renan Filho com chance reais de eleger três deputados, Cidoca conversou com os deputados Francisco Tenório, Inácio Loiola e Carimbão – líderes de uma das alianças de apoio ao governo –  sobre a inclusão de Moacir Andrade Filho.

Dos três caciques da política alagoana, apenas Carimbão discordou da proposta, segundo Cidoca. O deputado federal tem motivos para a negativa porque a chegada do Bola deve atrapalhar a reeleição de Carimbinho, o terceiro nome da coligação com mais condições de retornar para ALE, junto Loiola e Tenório.

Por fim, ao contrário do que cometei na postagem anterior no blog, Bola e Cidoca afinaram o discurso e graças ao entendimento entre os dois, o jovem empresário é o nome da família Andrade para tentar recuperar a cadeira que já foi ocupada por Alcides Andrade e Moacir Andrade, respectivamente avô e pai dos irmãos que têm a política em seu DNA.