Reservatório pulmão para Piaçabuçu precisa ser readequado, segundo Casal

O reservatório pulmão para atender ao município alagoano de Piaçabuçu, que sofre com a alta salinidade do Rio São Francisco, será readequado dentro de um prazo de 20 dias.

O ajuste no protejo que deverá ser financiado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco () foi divulgado pelo engenheiro da Companhia de Abastecimento de Alagoas (Casal), Tácito Marques, durante audiência pública realizada ontem (quinta-feira, 06)  em Piaçabuçu.

A necessidade de readequação do projeto foi divulgada durante audiência pública que apresentou o planejamento para execução do , outro projeto financiado pelo CBHSF.

O reservatório pulmão foi a alternativa encontrada para enfrentar os impactos provocados pela alta salinidade registrada na água servida à população local. Diante da proposta, o CBHSF se dispôs a financiar a obra que aguarda posicionamento da Casal a mais de um ano e meio, segundo o CBHSF.

“Conversei com o presidente da empresa e faremos todos os esforços possíveis e necessários e, em 20 dias, apresentaremos a readequação ao projeto original”, assumiu Tácito Marques, que responde pela gerência Agreste da Casal. A necessidade de readequação do reservatório pulmão é decorrente da escolha do terreno para a obra.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, reforçou a disponibilidade do colegiado em investir para resolver o problema enfrentado pela população de Piaçabuçu, mas reforçou que, caso a Casal não apresente a readequação do projeto original, os recursos serão remanejados para outra área da bacia hidrográfica.

Ele também explicou de maneira resumida as atividades do Comitê e a importância dos planos municipais de saneamento. “Temos investido boa parte dos nossos recursos para financiar a elaboração dos planos municipais de saneamento por entender que se trata de promover a melhoria das condições para a sociedade”, acrescentou Miranda.

Na solenidade, a vice-prefeita do município, Keity Darlian, disse que o plano municipal de saneamento é de suma importância para a gestão municipal e, caso a Casal não assuma a construção do reservatório pulmão, o Executivo municipal irá se empenhar para efetivar a obra.

O secretário municipal de Administração, Jeferson Monteiro, ressaltou que a elaboração de um plano de saneamento representa um momento histórico para Piaçabuçu. O secretário de Meio Ambiente, Otávio Augusto, anunciou que é objetivo do município buscar os recursos necessários para implementar o saneamento. “Não será um documento de gaveta”, prometeu.

O engenheiro sanitarista, ambiental e civil, Rafael Meira Salvador, da empresa Premier, apresentou o estudo realizado pela empresa até o momento. O plano de saneamento prevê que o documento tenha validade de 20 anos, a contar de 2019, com previsão de revisões a cada quatro anos.

Para se tornar realidade, o documento precisa ser aprovado pela Câmara Municipal, para se tornar lei e, assim, possibilitar ao município buscar os recursos necessários para coloca-lo em prática.

Diversos secretários municipais de Piaçabuçu, estudantes da rede municipal, profissionais liberais, agricultores e outros segmentos participaram da audiência pública. O evento também contou com a participação da coordenadora da Câmara Técnica de Planos, Programas e Projetos (CTPPP) do Comitê, Ana Catarina Pires de Azevedo Lopes; do representante da Câmara Técnica Institucional e Legal (CTIL) do CBHSF e representante do Comitê do Rio Piauí, Marcelo Ribeiro; e do membro do CBHSF, Antônio Jackson Borges.

Feliz Deserto

No período da tarde, também houve apresentação do plano de saneamento básico de Feliz Deserto, localizado no Litoral Sul de Alagoas e que também depende das águas da bacia do Rio São Francisco.

O presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, falou sobre a importância do saneamento básico para a população. Como a audiência pública foi realizada na sede da Câmara Municipal, Miranda aproveitou para alertar para a urgência em transformar, através do Legislativo, o plano municipal de saneamento em lei municipal.

Ele também fez um relato sobre os casos de doenças de veiculação hídrica que poderiam ser evitadas com o tratamento de água nos municípios.

“O Comitê é um parceiro da sociedade e está fazendo a sua parte, mas é necessário o envolvimento da comunidade”, disse. A empresa Premier Engenharia e Consultoria também foi a vencedora da licitação para a elaboração do plano em Feliz Deserto.

O engenheiro ambiental e sanitarista Pablo Rodrigues Cunha apresentou o levantamento feito pela Premier. Quesitos como abastecimento de água, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos são alguns dos que constam na composição do plano municipal de saneamento básico. De acordo com o levantamento de diagnóstico, apresentado por Cunha, 96% da população já conta com água encanada. Da mesma forma, o documento tem validade de duas décadas, com previsão de revisão a cada quatro anos.

Fonte CBHSF