VÍDEO: TV Gazeta mostra novo atrativo turístico de Penedo

Chalé será a sede do Museu do Rio São Francisco

A TV Gazeta de Alagoas esteve em Penedo para realizar uma reportagem sobre um novo atrativo turístico da cidade histórica. O trabalho dos repórteres Giovanni Luiz e Jannison Umbelino mostrou todo o charme do chalé que vai abrigar o Museu do Rio São Francisco, projeto da Fundação Casa do Penedo.

O imóvel foi restaurado graças à sua inclusão no PAC Cidades Históricas, trabalhado executado pelo IPHAN Alagoas e apoiado pela Prefeitura de Penedo. O investimento revelou pinturas de paisagens na sala principal do chalé, obras de arte que estavam escondidas por sucessivas camadas de tinta aplicadas nas paredes do imóvel.

O trabalho minucioso também descobriu detalhes que ornamentam ambientes, do teto ao rodapé, e até nos corrimões de acesso ao interior do chalé, pintura que imita o aspecto do mármore. No assoalho, parte da madeira original mostra um mosaico de cores no imóvel construído no final do século XIX, um marco no processo de urbanização da cidade com características do período colonial.

O chalé foi a primeira moradia instalada na parte alta da cidade, depois do local conhecido à época como Alto do Tourinho, espaço onde hoje está situada a Praça Jácome Calheiros, popular Praça do Corêto. No elevado, havia uma capela em homenagem a São Gonçalo do Amarante, imóvel demolido, sendo o local ocupado pelo Colégio Imaculada Conceição.

A via pública onde o chalé foi erguido tinha denominação poética, Rua da Aurora, mas ganhou nova nomenclatura após a passagem de Getúlio Vargas por Penedo. O político foi recebido justamente no chalé cuja avenida passou a ter o nome do ex-presidente do Brasil.

Construído há mais de cem anos pelo engenheiro sanitarista Joaquim Loureiro, o chalé inaugura a presença do Ecletismo na arquitetura da cidade dos sobrados, casarões e igrejas barrocas.

Contudo, o engenheiro não residiu por muito tempo na casa que ergueu. O imóvel foi comprado no início do século XX por Fernando Silva Peixoto, membro de tradicional família penedense.

Até meados de 1990, o chalé permaneceu em uso, inclusive chegou a abrigar uma pizzaria, mas entrou no século XXI em condições precárias de manutenção. O trabalho de recuperação do imóvel iniciado em 2008 pela Fundação Casa do Penedo foi interrompido por questões burocráticas.

Apesar disso, foi justamente a reestruturação feita há dez anos que manteve o chalé de pé. Agora, com toda sua beleza original revelada, o imóvel será entregue no próximo dia 15 de setembro. Além do restauro impecável, há inovações, como a instalação de passarela e elevador para deslocamento de cadeirantes.

Toda a obra foi orçada em R$ 3,5 milhões de reais.

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