​Quantas vezes já se discutiu se os times podem se utilizar de gramado sintético em seus estádios? No Brasil, por exemplo, muitos clubes já questionaram o ​Atlético-PR pela escolha feita na Arena da Baixada. Até um veto chegou a ocorrer, mas que caiu no início deste ano. Mas afinal, este artifício traz algum tipo de benefício? Viola a tal da igualdade?

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Claro, dizer que jogar em um gramado natural é igual a disputar uma partida em um piso sintético é algo absurdo. Todos sabem que existem diferenças, que a bola corre e quica de um jeito diferente, que o ritmo da partida acaba alterado e que, por consequência, é preciso uma adaptação. Mas, para quem já teve que atuar por diversas vezes em um estádio como o caldeirão de Curitiba, a grama já não pode mais servir de desculpa para eventuais resultados ruins.

FBL-SUDAMERICANA-PARANAENSE-BAHIA

O Atlético-PR está muito perto de bater um recorde de sequência de vitórias como mandante. Já foram 12 triunfos consecutivos, só que a razão de tamanho sucesso é o time armado pelo técnico Tiago Nunes. Se fora de casa ele deixa e muito a desejar, sob seus domínios consegue ser agressivo o bastante para incomodar os rivais e pressionar até construir um placar favorável. São jogadores bons de bola que estão em campo. Em épocas até recentes, muitos clubes foram à capital paranaense e não se intimidaram. Tinham equipes melhores e venceram. Isso é do futebol. Quem é bom vence em gramado natural e sintético. Quem é bom, com a tecnologia existente até para se produzir chuteiras e tênis especiais, não usa o desconhecimento do piso como desculpa. 

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No caso do futebol brasileiro, se os próprios times deram o aval para o Furacão seguir atuando assim, não se pode mais ouvir “justificativas furadas”. É preciso, sim, valorizar quem joga um futebol vistoso. Quem é melhor, fatalmente acaba ganhando.





Fonte: 90min