Dor, revolta e apelo por justiça marcaram o julgamento do assassino de Claudinete Catum

O julgamento do réu Genilson Ferreira Silva, acusado da morte de Maria Claudinete Catum, ocorrido em fevereiro de 2016, no supermercado em que a vítima trabalhava, aconteceu nesta quarta-feira, 12, e foi marcado pelo sentimento de dor e revolta por todos os familiares da vítima que acompanharam todo o júri popular conduzido pelo juiz Antônio Rafael Wanderley Casado da Silva, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Penedo.

Com lágrimas nos olhos as irmãs e os irmãos clamavam por justiça. Sogra, demais familiares e amigos, apelavam pela punição do réu que utilizou uma motocicleta roubada para chegar até o local do crime e fugir do local posteriormente. A motivação do assassinato teria sido uma “paixão” não correspondida pela vítima, que era casada.

Os filhos revelavam a clara expressão de um misto de sentimentos. Dor, revolta, fé, confiança na justiça, entre outros que eram percebidos nos movimentos repetidos, gestos faciais e inquietude provocada pelo

momento que nunca imaginavam passar. Ter o assassino da mãe frente a frente é algo que mexe com as almas mais gélidas que possamos imaginar.

“Eu tive força para estar aqui e encarar o assassino de minha sobrinha. Mas não tive forçar para suportar ver o filho mais novo que tem apenas 10 aninhos, baixar a cabeça no momento da chegada do assassino e ver as lágrimas rolarem por seu rostinho. Essa foi a pior dor que senti desde o trágico acontecimento que tirou a vida da Claudinete”, disse emocionada uma tia da vítima.

Genilson Ferreira Silva foi condenado a 31 anos e sete meses de reclusão, em regime fechado. Os jurados acolheram as qualificadoras de crime cometido por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima

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