Mercado atual aumentou ‘abismo’ entre o G-6 de 2018 e demais clubes da Série A


Analisando de forma superficial o atual mercado de transferências, quais foram os clubes que até aqui, dia 10 de janeiro, fizeram as melhores contratações? Com exceção do ​Corinthians, que reforçou qualitativamente seu elenco em setores carentes (meio/ataque), todos os clubes que fizeram grandes movimentações nesta janela, terminaram nas primeiras posições do Brasileirão 2018​Palmeiras​Flamengo​Atlético-MG​São Paulo, e em menor escala, ​Grêmio e ​Internacional, que despontam com boas credenciais na atual temporada por terem mantido a base do ano anterior. 

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​​É claro que o futebol é apaixonante por sua imprevisibilidade, mas o protagonismo deste pequeno grupo de clubes no atual mercado tende a aumentar ainda mais o abismo que já existe entre eles e o restante da Série A. O ​Cruzeiro, a nível nacional, sempre segue como força a ser considerada, não à toa é o atual bicampeão da Copa do Brasil, mas assumiu papel de coadjuvante nesta janela de transferências, ao menos até aqui. Precisará assimilar rapidamente o baque da perda de seu principal articulador (​Arrascaeta), transformando a verba de sua negociação em reforços inquestionáveis.

Edu Dracena

Foi-se a época em que, orgulhosamente, tratávamos o Brasileirão como o único campeonato do mundo com dez ou doze clubes postulantes ao título. A polarização é um fenômeno real e concreto, e a cada temporada, o número de clubes que iniciam o calendário com chances de título nacional diminui. O fato é que, HOJE, o G-6 de 2018 está há um abismo de distância das demais equipes da primeira divisão, com Corinthians e Cruzeiro despontando como possíveis exceções. Isto se a Raposa se movimentar bem nas próximas semanas, e Fábio Carille conseguir recuperar moralmente o time apático e frágil que vimos em 2018.

Corinthians v Atletico MG - Brasileirao Series A 2017

Mas até mesmo neste recorte de sete ou oito clubes em bom nível, há outro abismo: maiores potências financeiras do país, Palmeiras e Flamengo têm condições de construir uma supremacia nos próximos anos. Essa é a tendência, apesar das glórias esportivas nem sempre acompanharem os clubes mais prósperos financeiramente ou melhor organizados. Em resumo, não dá para cravar que alviverdes e rubro-negros dominarão a cena nacional nos próximos anos, mas é evidente que clubes que não são de massa/de menor receita tendem a sofrer cada vez mais, largando cada vez mais atrás ano após ano. 





Fonte: 90min