No Oscar de gols perdidos em 2019, decepcionante Borja é a estrela principal


Este domingo (24) é dia de Hollywood em polvorosa, uma vez que é dia da principal premiação cinematográfica da temporada: o Oscar. Pegando o gancho da cerimônia mais tradicional da indústria – que premia as produções, atores e diretores que se destacaram no último ano -, falaremos de um ‘protagonista’ do futebol brasileiro neste final de semana, mas não no tom que o torcedor do ​Palmeiras gostaria de ver. Se o alviverde sonha com um ataque digno de reverências, o que se vê atualmente é um camisa 9 digno de Framboesa de Ouro (cerimônia humorística que premia os piores filmes/produções da temporada).

Já segue a gente no Instagram? Clique aqui e venha para a Casa dos Torcedores!

Por sua ‘obra de arte ao contrário’ realizada no último sábado, durante o clássico contra o Santos pelo Campeonato Paulista (veja o lance no vídeo abaixo), o centroavante recebeu o prêmio de ‘gol mais perdido’ deste início de temporada. Brincadeiras a parte, o caso do colombiano é realmente digno de estudo: contratado em 2017 com pompas e recebido com grande festa pelos torcedores palmeirenses, o colombiano jamais se consolidou como camisa 9 de confiança nesses dois anos na Academia de Futebol.

Eleito melhor jogador da América em 2016, ano que conquistou a ​Copa Libertadores pelo Atlético Nacional, Borja motivou uma engenharia financeira gigantesca por parte do Palmeiras e sua principal patrocinadora, desejosos em viabilizar sua contratação. Ao custar US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 32,7 milhões), o centroavante assumiu o posto de reforço mais caro da história do clube paulista, top-5 no futebol brasileiro como um topo.

Inicialmente, a dificuldade do colombiano em acumular boas performances consecutivas era atribuída a dois fatores: problemas de adaptação ao ritmo de jogo no novo país e grande ‘peso nas costas’ pelas cifras que cercaram sua contratação. Passados dois anos desde sua oficialização como jogador alviverde, essas duas grandezas já caíram por terra como possíveis justificativas. Hoje, há de se questionar o verdadeiro potencial técnico de Miguel Borja e seu atual comprometimento ao Palmeiras

Miguel Borja

É possível que 2016 tenha sido apenas um ano atípico em que tudo deu certo para Borja, mas avalio que o principal problema de sua passagem pelo Palmeiras é o fato do camisa 9 ainda não ter entendido o que o clube significa. Há jogadores tecnicamente medianos que se despediram do Palmeiras venerados, por compensarem em outras grandezas: liderança, raça, entrega. O colombiano não é sanguíneo, e parece sempre disperso e alheio mesmo nos jogos mais pesados. Este cenário, aliado à falta de bola na rede, colocam o centroavante ‘inimigo interno’ aos olhos dos torcedores, status que parece cada vez mais definitivo.





Fonte: 90min

Comentários