Amor de berço: inspirada em mãe-goleira, zagueira sonha com Copa do Mundo

Às 16h de Brasília nesta quinta-feira (16), Vadão anunciará as convocadas que defenderão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina. Apesar dos maiores holofotes estarem sobre as veteranas Formiga, Marta e Cristiane – trio que viverá na França ​seu último torneio jogando junt​o pelo Brasil -, alguns nomes da nova safra de jogadoras brasileiras mantém a esperança de disputar a maior competição da modalidade. Este é o caso de Kethellen Sousa, que traz de berço sua paixão pelo futebol e o sonho de servir à Amarelinha.

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​​Como destaca o ​UOL Esportes, o nome da zagueira de 23 anos não está garantido na lista de convocadas, pois fez sua estreia pela Seleção somente no ano passado, participando pontualmente deste ciclo entre mundiais. Apesar da incerteza, o sonho de defender o Brasil conduz Kathellen e sua mãe, Severina de Sousa, ex-goleira que saía de casa escondida para conseguir jogar bola nos anos 70/80, quando a prática ainda era crime no Brasil.

“Na época, havia muita discriminação e mulher não podia jogar bola… Ela só conseguiu jogar futebol mesmo nos anos 80, quando foi para o estado de São Paulo por trabalho para conseguir uma vida melhor, mas sempre jogou futebol nas ruas. Não existiam clubes ou lugares para a prática de futebol feminino”, contou a defensora.

Atual jogadora do Bordeaux – equipe que terminou na quarta colocação no Francês 2018/19 -, Kathellen fez toda sua formação enquanto atleta no futebol universitário dos Estados Unidos, pela falta de opções e apoio à categoria no Brasil. Alocada onde será o Mundial de 2019, a zagueira não esconde a emoção de dividir o campo com lendas como Formiga e Marta.

“Eu diria que estar com elas dá tremedeira toda hora. São jogadoras de alto nível, então você tem de treinar e jogar no mesmo nível que elas. Então sempre tem aquele pensamento de ‘você não pode fazer nada errado, tenta fazer tudo certo sempre e joga seu futebol’. Mas é bom, é um friozinho na barriga bom”, confessou.

​Apesar do mau momento encarado pela Seleção – vem de nove derrotas consecutivas na preparação para a Copa -, Kathellen confia em um bom papel do Brasil no torneio: Apesar de não termos tido os resultados esperados, fomos melhorando com o tempo. As meninas estão em seus clubes trabalhando para melhorar isso e ir com tudo na Copa”, concluiu.

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Fonte: 90min