Lesões e transição meia-boca: Seleção chega cambaleante à Copa América

​Na próxima sexta (14), a Seleção Brasileira realizará sua estreia na ​Copa América de 2019. Diante da Bolívia, no Morumbi, a equipe verde e amarela terá seu primeiro compromisso oficial desde a eliminação para a Bélgica na Copa do Mundo da Rússia, ainda em julho do ano passado. Neste período de quase onze meses, o futebol da Canarinho evoluiu ou involuiu? Quais foram as mudanças promovidas pela comissão técnica? 

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​​No geral, os amistosos realizados pela Seleção levantaram mais dúvidas e questionamentos do que garantias. O baixo nível técnico dos adversários não possibilitou um raio-X mais detalhado acerca do verdadeiro potencial deste grupo atual, menos modificado em relação à Copa do Mundo do que grande parte da opinião pública esperava. No imaginário popular, alguns setores seriam bem mais renovados do que realmente foram, com mais jogadores jovens sendo incorporados e testados durante o ‘mini-ciclo’ até Copa América.

FBL-COPA AMERICA-2019-BRA-TRAINING

Trabalhos vitoriosos não acontecem de uma hora para outra e precisam de paciência e cautela nas transições, contudo, a comissão técnica brasileira parece ter optado por um caminho bem conservador, rejeitando algumas movimentações naturais como a renovação do sistema defensivo, extremamente envelhecido. Talvez a pressão por um resultado/conquista tenha travado o processo de oxigenação da Seleção, fazendo com que Tite permanecesse ‘agarrado’ a alguns de seus medalhões como Miranda, Daniel Alves, Fernandinho e mais recentemente Willian, convocado para substituir o cortado ​Neymar

Há quem alegue que jogadores como Fabinho e Lucas Moura, de enorme destaque na temporada europeia de 2018/19, realmente não deveriam ser convocados se não participaram ativamente deste ‘mini-ciclo’ até a Copa América. O volante do Liverpool foi lembrado para alguns amistosos, enquanto o atacante do Tottenham sequer apareceu em convocações de Tite. Mas essa justificativa cai por terra quando Fernandinho, de 34 anos, aparece na lista para a Copa América tendo sido preservado de convocações nestes onze meses.

Lionel Messi,Fabinho

Com uma renovação meia-boca, algumas decisões questionáveis de Tite e ​problemas físicos se acumulando – algo que tem sido frequente ao Brasil às vésperas de competições importantes -, a Canarinho chega cambaleante ao torneio que não conquista desde 2007. Um título em solo tupiniquim pode significar afirmação do trabalho que tem sido feito, mas um mau resultado pode ter consequências catastróficas pensando no projeto maior: Catar 2022.





Fonte: 90min