Demissão? Sampaoli fala de polêmica com presidente do Santos e exigências a Cueva

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Os últimos dias no ​Santos não foram nada parados. Muito pelo contrário. Mesmo que o time ainda não tenha retornado às atividades normais no Campeonato Brasileiro, o ambiente interno do clube tem sido muito turbulento. O presidente José Carlos Peres vai acumulando polêmica atrás de polêmica – já brigou com o empresário de Caju e ainda vem se estranhando com o técnico Jorge Sampaoli. 

O comandante do Peixe não gostou do atraso no pagamento dos seus direitos de imagem e de outros atletas do elenco e também cobra do mandatário mais agilidade na busca por reforços, principalmente um meio-campista. A saída de Jean Lucas, que se transferiu para o Lyon, da França, ainda não foi muito bem digerida por Sampaoli. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), no CT Rei Pelé, ele comentou sobre a possibilidade de deixar o clube antes mesmo do fim do contrato. 

Christian Cueva

Ainda que esteja insatisfeito com a cúpula santista, Sampaoli deixou claro que vai cumprir com o combinado – até dezembro de 2020 – pelo objetivo de ver o Santos protagonista do futebol brasileiro novamente. Impossível (sair). Tenho um compromisso muito grande com todos aqui dentro. Tenho compromisso com Victor Ferraz, Diego Pituca, Alison, todos os jogadores que estão aqui. Não abandonaria”, declarou o treinador. 

“Com o recurso que temos, temos que remendar. É isso que reclamo. Reclamarei todos os dias para que o Santos cresça. Não vim pelo dinheiro, vim pelo Santos. Temos que reclamar para estar à altura do Santos. É o meu clube e quero levar à altura. Não importa se tem problema financeiro, temos que buscar uma estrutura que faça com que o Santos tenha um time protagonista e competitivo. Temos que suprir os jogadores que se foram. Se não temos recursos, temos que ter arte. Eu vim porque minha imagem de Santos é o de Neymar e Pelé. O Santos grande. A obrigação é ser responsável pelo lugar que estamos”, completou Sampaoli, deixando claro sua insatisfação por o clube ainda não ter encontrado um substituto de Jean Lucas no mercado.

Outro ponto interessante da coletiva de Sampaoli foi o meia Cueva. Um dos destaques da seleção peruana que foi vice-campeã da Copa América, o camisa 8 ainda não deslanchou na Vila Belmiro e vem amargando o banco de reservas. O treinador reconheceu a dificuldade de adaptação do armador que custou R$ 26 milhões, mas condenou as críticas duras a seu atleta

Cueva é um jogador que teve dificuldade para se adaptar à forma de jogar. A responsabilidade é do jogador que não se adapta ou do treinador que não consegue adaptar o jogador. Tudo chega com o tempo, mas como no futebol não há tempo, falaram que o Cueva não serve. Não é assim. Cueva é um jogador da seleção peruana, que temos que seguir trabalhando para que se adapte ao Santos”, defendeu o argentino. 

Em entrevista recente, o presidente José Carlos Peres revelou que a contratação de Cueva – pelos valores considerados elevados – foi questionada, mas Sampaoli bancou o reforço. Por isso, o treinador do Santos exige muito mais do peruano do que em relação à maioria dos seu plantel. Essa exigência de que chegou sendo um jogador importante, para ele é maior (a responsabilidade). Ele tem de dar mais do que pode porque pode mais que alguns outros. A responsabilidade é mútua, tanto de Cueva quanto minha. Vamos trabalhar até o último dia para que isso funcione”.





Fonte: 90min