EUA perdem para o México na Copa Ouro e engrossa coro por pagamentos iguais

​As Seleções Feminina e Masculina dos Estados Unidos vivem momentos diferentes. Enquanto as ​americanas venceram por 2 a 0 a Holanda neste domingo (07), e conquistaram a ​Copa do Mundo Feminina 2019, a quarta de sua história, os americanos perderam a final da Copa Ouro em Chicago, para o grande rival México, por 1 a 0, com um golaço marcado por Jonathan dos Santos, após toque de calcanhar de Carlos Vela, aos 72 minutos. O resultado irritou os fãs nas redes sociais que pediram tratamento igual para ambas as equipes.

Megan Rapinoe

O assunto ‘Equal Pay’, veio à tona após a ​Seleção Feminina abrir um processo por discriminação de gênero contra US Soccer, a federação americana do esporte, meses antes do Mundial na França. As jogadoras afirmaram que as questões afetam não só sua remuneração, mas os lugares e frequência de seus jogos, sua forma de treinar, os tratamentos médicos que recebem e até mesmo a maneira pela qual são transportadas aos jogos. O tema ganhou mais visibilidade quando a torcida presente na final da Copa, entoou gritos de ‘Equal Pay’ (“pagamentos iguais”, em português).

​Horas depois, o time masculino entrou em campo em busca de alcançar o sétimo troféu do torneio da Concacaf, mas viu o México conquistar pela oitava vez. A pauta, que já tinha ganhado força, ganhou coro dos torcedores americanos no Twitter. Confira: 

​”Ontem foi um belo argumento para igualdade de pagamentos ao time feminino. Eles [Seleção Masculina) não venceram a Copa Ouro. Por que precisa ter provas para esse argumento? Salários iguais já não é lei nos estados”, comenta a internauta Elizabeth Helmes.

 

O episódio foi debatido também entre os internautas brasileiros, que destacaram a divergência das duas equipes. 

Recentemente, a ​Federação Neozelandeza e ​Australiana permitiram igualdade de pagamento. Com a causa sendo discutida na Corte Judicial dos EUA e entre os torcedores, não demorará para ser dado o veredito a favor ou contra as queixas alegadas das jogadoras. Caso a decisão seja favorável será um marco na história do futebol e terá efeito nos demais países.





Fonte: 90min