Melhor do mundo? Copa irretocável credencia Rapinoe como favorita ao prêmio

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Vencido por Marta em sua última edição (​2018), o FIFA The Best deste ano já começa a movimentar especulações e grande debate. Programada para acontecer na reta final do mês de setembro, em Milão, a premiação que elege os melhores futebolistas do mundo – tanto no masculino, quanto no feminino -, deve sofrer grande influência do que aconteceu em solo francês durante o mês de junho e início de julho: ​a Copa do Mundo Feminina de 2019, vencida mais uma vez pela seleção dos Estados Unidos.

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Historicamente, desempenho e resultado no Mundial costumam nortear a premiação de melhor jogadora do mundo daquele ano, sendo este o padrão notado em todas as edições. Em 2015, os Estados Unidos venceram a Copa batendo o Japão na final, com Carli Lloyd terminando como artilheira e MVP da competição. Meses depois, a craque norte-americana acabou conquistando o FIFA The Best. O mesmo aconteceu com Homare Sawa (2011, campeã pelo Japão) e Birgit Prinz (2003, campeã pela Alemanha). Em 2007, ​Marta foi eleita melhor do mundo sem erguer a taça da Copa, mas seu desempenho na competição justificou a escolha: sete gols, artilharia e performances mágicas, conduzindo o Brasil à medalha de prata.

Carli Lloyd,Jell Ellis

Seguindo este padrão, não há como não credenciarmos Rapinoe como candidatíssima ao prêmio de melhor do mundo. A atacante de 34 anos certamente não soma os melhores números gerais do ​futebol feminino em 2019, mas é preciso levar em fala que calendários da Europa e da América são completamente distintos. Diferentemente do masculino – onde os potenciais vencedores do prêmio estão concentrados no Velho Continente -, a modalidade feminina já teve finalistas (e ganhadoras!) que atuavam em Austrália, Japão, Estados Unidos e até mesmo Brasil, com Marta em 2009 e 2010, anos em que defendeu o ​Santos.

Campeã, artilheira e ainda eleita melhor jogadora da competição, Megan Rapinoe deixou a França com as mãos fartas de prêmios justos, afinal, fez uma Copa memorável fora e dentro das quatro linhas. Brilhou tecnicamente, taticamente e não se esquivou de ser a liderança que se espera de uma capitã. Credenciais suficientes para que a norte-americana fature o prêmio máximo da noite do dia 23 de setembro, em solo italiano.

Megan Rapinoe





Fonte: 90min