A um dia de lançar ‘Girl from Rio’, Anitta diz: ‘Jamais tive vergonha de ser brasileira’



Ela já foi meiga e abusada, poderosa, menina má, mina louca, malandra e patroa. Em cada uma dessas personas há uma característica que as une: a carioquice. Agora, ela reúne todas ao mirar num clássico da Bossa Nova para enaltecer justamente o lugar onde nasceu, cresceu, rebolou e apareceu. Em “Girl from Rio”, Anitta declara seu amor pela cidade. Um dia antes do lançamento mundial, há semanas badalado nas redes sociais e pela imprensa estrangeira, a cantora conversou com a coluna e falou de tudo um pouco. Mas pulou o assunto namoro.

Direto ao ponto: a garota do Rio vai mesmo morar nos EUA?

Olha, eu acredito muito no vai e vem. Lá e cá. O Brasil é onde eu nasci, né? É minha casa, onde está minha família, grande parte do meu trabalho. No momento, eu estou em Miami a trabalho, mas, em breve, surjo no Brasil e vice e versa.

Como tem sido este período longe?

Eu acabei de chegar nos EUA! Já fiquei meses batendo e voltando. Já fiz turnê fora. Os períodos longe do Brasil são produtivos por um lado, dentro da carreira internacional, mas nada substitui o nosso país, o calor das pessoas e a minha família. Eu sou muito apegada a eles.

Que imagem estão tendo de nós no exterior?

A mesma imagem que só não vê quem não quer. Um atraso atrás do outro. Um absurdo atrás do outro.

Você já teve vergonha de ser brasileira em algum lugar no mundo?

Jamais. Porque ser brasileira não é ser representante de governo. É ser cidadã. É carregar nossa cultura, é ter a força que a gente tem mesmo frente às dificuldades que nos impõem. É não ter medo de ser feliz.

“Girl from Rio” é também um resgate da autoestima do brasileiro. Como foi esse processo de criação?

Eu queria mostrar o Rio de Janeiro sob a minha perspectiva. Nossa cidade não é somente repleta de maravilhas naturais e pessoas dentro de um padrão mundial de beleza. Nossa cidade é plural. É democrática. É cheia de identidade. Também temos dificuldades e isso fez parte da minha vida durante muito tempo, mas sem perder a alegria que mora dentro de cada carioca.

Na sua adolescência ou já na vida adulta, tinha algum lugar no Rio que sonhava pisar?

Eu costumo dizer que conheci a fundo a Zona Sul carioca quando eu já era famosa. Não me envergonho disso, não. Sempre fui muito feliz no meu canto. Eu gostava de um passeio, mas eu era muito focada no meu cursinho, inglês etc. Fui descoberta cedo e depois a carreira foi minha prioridade.

Você já foi barrada em lugar considerado chique na cidade?

Não. Já tive olhares tortos. O que é pesado e desagradável.

Qual é o típico programa de carioca que hoje seria improvável fazer por conta da fama?

Ir a um baile funk no meio da pista!

Você não é muito de badalar por aqui. Por quê?

Antes da pandemia, eu sempre curti fazer encontros e churrascos na minha casa. Para mim tá ótimo. Me divirto horrores.

Que paixão é essa que te desperta o Rio?

O Brasil é lindo, né? O Rio de Janeiro em si é minha paixão. Pouca gente sabe, mas eu dancei fazendo aulas na Estudantina (tradicional gafieira do Centro do Rio), então vários cantos da cidade me despertam um sentimento que eu gostaria que as pessoas também sentissem. Isso se reflete no Brasil também com o meu trabalho. Salvador por três vezes, Amazônia e Rio de Janeiro. 

Algumas pessoas dizem que você leva para o exterior uma imagem sexualizada da brasileira. Como avalia estas críticas?

Eu vejo como todos deviam ver. Absolutamente machistas e desnecessárias. Nunca me preocupou, senão eu nem saía de casa para trabalhar. Eu apenas sigo em frente.

Você já disse que quer se aposentar aos 30 anos e cuidar da vida pessoal. Isso realmente passa pela sua cabeça?

Passa sim, mas ao mesmo tempo despassa (risos). Ai gente, eu sou ariana!

Se fosse um Teletubbie, como sugeriu o Ministro Ricardo Salles, qual deles gostaria de ser?

Difícil escolher, né? Todos eram fofos! (risos)





Fonte: iBahia