Cadê o homem-gol, hein Ponte Preta e Guarani?


Brasileiro

Cadê o homem-gol, hein Ponte Preta e Guarani?

Clubes de Campinas ainda não encontraram esse jogador

Publicado em 24/05/2021
por ARIOVALDO IZAC – –

Paulo Sérgio

Paulo Sérgio

Evidente que um bom treinador é essencial num clube, mas como dizia o saudoso comandante Oto Glória, ‘sem ovos não se faz omeletes’.

Ponte Preta e Guarani vão às compras às vésperas do Campeonato Brasileiro da Série B, todavia sem comprometimento de formação de equipes que vão brigar pra valer pelo acesso ao Brasileirão de 2022.

Na Ponte Preta, são apostas & apostas.

As vezes dão certo. E o olho clínico de quem indica?

Cá pra nós: se o agora coordenador de futebol Fábio Moreno apostar em jogadores ‘pedras cantadas’ como o zagueiro Luizão e atacante Paulo Sérgio, aí é bicho pega.

Precisam aprender a se desvencilhar de influentes empresários do futebol. E como precisam.

HOMEM GOL

Prioritário para Ponte Preta e Guarani é a busca do homem-gol

Aquele que empurra a bola à rede evita justificativas atravessadas de treinadores e dirigentes.

Custa caro? Sim, mas vale a pena.

Aonde encontrá-lo? Os senhores são bem remunerados pra sábia resposta.

Especulam suposto interesse do Guarani pelo atacante Lucão, que disputou o Campeonato Alagoano e Copa do Nordeste pelo CRB.

Se o histórico de gols dele em ambas competições é recomendável – quatro em nove jogos em cada uma – quem o viu na reserva da decisão contra o CSA, entrando durante o segundo tempo, flagrou que ele está com alguns quilinhos a mais comparativamente aos tempos de Criciúma, sendo que depois foi jogar no Goiás.

FUNDO DE CAMPO

Pressupõe-se que o homem-gol depende de bola de fundo de campo para cabeceio, correto?

Quantas vezes os clubes de Campinas trabalham essa jogada durante as partidas?

Raríssimas.

A rigor, quem acompanhou atentamente a final do Paulistão, por acaso contou quantas vezes Palmeiras e São Paulo foram ao fundo de campo visando cruzamentos pra trás? Se duas vezes cada um, ao longo na partida de domingo, foram muita.

Se elogiam a modernidade do futebol com boleiros abusando de toques inconsequentes nas proximidades da área adversária, prefiro aquele Palmeiras ‘academia’ dos anos 70, dos ponteiros Edu Bala e Nei, que incansavelmente iam ao fundo de campo e colocavam a bola na cabeça dos goleadores César Maluco e Leivinha.

REFORMULAÇÃO

Em tempo de reformulação, o projeto saída de jogadores anda devagar quase parando na Ponte Preta.

Luizão, Yuri, Barreto e quem mais?

Vale continuar com o zagueiro Ruan Renato, atacante Paulo Sérgio e meia Renan Mota, por exemplo?

O que daria pra extrair ainda do atacante Papa Faye?

Não seria o caso de emprestar os garotos Pedrinho e Igor Maduro, para que ganhem experiência?

No Guarani, embora o processo de reformulação tenha sido mais acelerado, estão esquecendo que a torcida já manifestou inconformismo com a manutenção do centroavante Rafael Costa.


Fonte: Futebol Interior