Calma, ‘bugrinaiada’! Confira primeiro o trabalho de Daniel Paulista


Brasileiro

Calma, ‘bugrinaiada’! Confira primeiro o trabalho de Daniel Paulista e depois opine

Treinador chega ao Guarani para substituir Allan Aal

Publicado em 23/05/2021
por ARIOVALDO IZAC – –

Postagem abaixo analisa títulos conquistados por São Paulo, Flamengo e Náutico.

Daniel Paulista

Daniel Paulista

Contratação anunciada do treinador Daniel Paulista para substituir Allan Aal, no Guarani, divide opiniões de torcedores.

Nas redes sociais, a maioria sequer conhece o trabalho do treinador e já ‘desce a madeira’.

Na prática, parte significativa daqueles que o criticam se vale do histórico curto dele enquanto comandante de grupo, principalmente o fato de ter sido demitido pelo Sport na quinta rodada do Brasileirão da edição 2020.

Antes de se colocar o dedo na ferida, cabe avaliação da conjuntura de treinadores supostamente contratáveis.

Profissionais mais rodados como Geninho, Oswaldo Oliveira e Hélio dos Anjos não se enquadram no perfil traçado pela diretoria bugrina.

Igualmente não estão alinhados à filosofia do clube outros de faixas etárias mais abaixo como Roberto Cavalo, Roberto Fonseca, Argel Fucks, Anderson Moreira, Gílson Kleina, Hemerson Maria e Ney Franco, por exemplo.

Se eventualmente profissionais como Pintado (Goiás), Marcelo Chamusca (Botafogo-RJ), Claudinei Oliveira (Avaí-SC), Eduardo Baptista (Mirassol) e Léo Condé (Novorizontino) pudessem se enquadrar em lista de interessados, a hipótese seria descartadas por estarem empregados.

EMERGENTES

Portanto, em consonância com a linha definida pelos dirigentes bugrinos para comandar o elenco – como os emergentes Allan Aal, Thiago Carpini e Felipe Conceição -, quais as opções para a escolha?

Caso a avaliação seja criteriosa, naturalmente a lista não seria extensa como supõe o bugrino.

Passa por Doriva, cuja última passagem foi pelo São Bento; Jair Ventura, até recentemente no Sport (PE); Daniel Paulista, que estava no Confiança-SE; e Roberto Fernandes-CRB.

Você pode eventualmente acrescentar outros nomes, mas basicamente as discussões se concentrariam nesses nomes, sem que isso signifique que eu esteja avalizando.

DANIEL PAULISTA

Quem observou jogos do Confiança-SE pela Série B do último Campeonato Brasileiro constatou o perfil de Daniel Paulista de montar a equipe conforme o nível do elenco, características de jogadores e capacidade do adversário.

Ao reconhecer as limitações técnicas do elenco sergipano, o estilo praticado para a sua equipe foi inicialmente se resguardar, segurar incursões de laterais ao ataque, e se valer de contra-ataques.

Quando o time tinha percepção da possibilidade de avançar as linhas, isso era feito, em repertório sem centroavante fixo, visto que Reis tinha facilidade para usar os lados do campo.

Daniel Paulista tem por hábito trabalhar a bola parada.

No Confiança, o meia Guilherme Castilho era o escolhido para a maioria de cobranças de faltas e escanteios, visto que pega bem na bola. Ele Reis e o zagueiro Matheus Mancini não disputaram o estadual, pois se desligaram do clube após o término da Série B.

Claro que no Guarani Daniel Paulista pode traçar perfil mais ofensivo ao time, a medida que tenha percepção de que assim agindo não coloca a defensiva em risco.

FALAR MAIS

No quadrilátero reservado a treinadores, a postura dele é mais de observador para tomada de decisões a motivador que canta jogadas seguidamente aos seus atletas, do tipo profissionais Argel Fucks e João Brigatti.

Do quadro traçado, se os dirigentes bugrinos cogitassem a contratação de Roberto Fernandes, vinculado ao CRB, seria igualmente outra aposta.

Quem se dispôs à assistir a final do Campeonato Alagoano, teve a clara percepção da postura enérgica de Roberto Fernandes no intervalo, visto que seus jogadores mudaram de postura no segundo tempo, com marcação mais adiantada e mais competitividade.

Quando chegou ao CRB durante a última Série B, o meia Diego Torres estava disperso, fato que obrigou Fernandes a prudentemente recuá-lo para a função de segundo volante.

Pois viu-se, agora, o atleta com recuperação da forma atlética e voltando a atuar como meia de organização da equipe.

CADÊ VOCÊ

Mais duas edições da coluna Cadê Você foram disponibilizadas no respectivo espaço.

Em áudio, o tema é sobre metáforas no futebol, e o torcedor está devidamente familiarizado com elas.

Na linguagem de boleiro, cabe até chamar adversário de ladrão

Em texto, foi produzido matéria sobre o saudoso zagueiro Samuel, revelado pela Ponte Preta no final da década de 60.


Fonte: Futebol Interior