Corinthians se aproxima de esquema ‘ideal’, mas perfil do time é o trunfo

A vitória sobre o Sport Huancayo-PER manteve o Corinthians vivo na briga por uma vaga nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, mas o placar de 3 a 0, mesmo diante de um time bastante limitado, trouxe a confirmação de que a mudança de esquema por parte de Vagner Mancini deu certo, mas mais do que isso, a certeza de que as peças precisavam ser trocadas para a equipe reagir.

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O esquema com três zagueiros realmente potencializou as qualidades do elenco corintiano, já que abre campo para jogadores como Fagner, Luan e Ramiro possam flutuar mais perto do gol adversário com a garantia que estão seguros no setor defensivo, ou seja, não precisam ter tanta preocupação na marcação. Além disso, se desgastam menos e gastam energia no ataque.

Não é à toa que Luan e Fagner foram destaques nos últimos jogos, soltos e com liberdade, podem agregar a qualidade que têm, sabidamente acima da média, no volume ofensivo da equipe. Verdade também que João Victor, Jemerson e Raul Gustavo estão se solidificando na linha de três zagueiros. Apesar de alguns vacilos, o saldo das atuações é altamente positivo até aqui.

No entanto, o grande mérito nessas mudanças não é a mudança tática e sim a mudança nas peças. Isso porque Mancini optou por sacar nomes fortes do elenco como os ídolos Gil e Fábio Santos, que não vinha tendo boas atuações, para colocar mais juventude no time como João e Raul, na zaga, e Lucas Piton, voando na ala esquerda. Sem contar a saída de Jô e a entrada de Cauê.

Esses garotos, que antes estavam no time considerado reserva, pediam passagem há algumas partidas, seguidamente sendo os melhores em campo, enquanto os seus colegas de posição, na equipe titular, estavam oscilando e deixando a desejar. Mancini foi corajoso ao colocar em prática seu plano logo em um clássico, defendendo longa invencibilidade na Neo Química Arena.

O “teste” no clássico foi crucial para adquirir confiança e apostar na mesma formação na última quinta-feira, contra o Sport Huancayo-PER, quando a equipe mostrou mais uma vez leveza, volume ofensivo e a potencialização da qualidade de seus melhores jogadores, principalmente no campo de ataque. O placar foi 3 a 0, mas poderia ter sido mais elástico, pois o time criou para isso.

Mais do que um novo esquema, o Corinthians tem um novo perfil de time, mais jovem, mais leve e englobando aqueles jogadores que estão em melhor fase. Não significa que os que perderam a posição estejam fadados ao banco de reservas, mas era necessário fazer as trocas, uma vez que os jovens escalados claramente estavam pedindo passagem. Enfim, o Timão parece reagir.





Fonte: https://www.lance.com.br/