Covid: MPs recomendam que municípios adotem providências para evitar ‘abandono vacinal’

Diante do considerável número de pessoas que não tomaram a segunda dose da vacina contra o coronavírus, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Alagoas expediram recomendação aos 102 municípios alagoanos para que sejam adotadas providências, no prazo de dez dias, para que o ciclo completo da vacina seja aplicado, contribuindo…

Vacinação em Alagoas – Agência Alagoas

Diante do considerável número de pessoas que não tomaram a segunda dose da vacina contra o coronavírus, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de Alagoas expediram recomendação aos 102 municípios alagoanos para que sejam adotadas providências, no prazo de dez dias, para que o ciclo completo da vacina seja aplicado, contribuindo para a efetiva imunização da população.

A recomendação estabelece uma série de medidas a serem adotadas pelos municípios, entre elas, que quantifiquem o número real de usuários que não compareceram para receber a segunda dose do imunizante após o prazo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Alagoas, a exemplos de outros estados da federação, têm enfrentado escassez de alguns imunizantes, a exemplo da CoronaVac, aplicada – em sua maioria – em pessoas com mais de 60 anos.

Com o objetivo de coibir o chamado “abandono vacinal”, os municípios devem estabelecer uma política de busca ativa dos usuários que não compareceram ou não puderam comparecer, inclusive com o retorno da Equipe de Saúde da Família em residência dos acamados, para a aplicação da segunda dose do imunizante, a fim de viabilizar a conclusão do esquema vacinal de cada indivíduo, informando, imediatamente, ao MS e à Sesau, em caso de indisponibilidade de doses suficientes para a finalização da segunda etapa de vacinação.

Ainda de acordo com os MPs, os municípios têm cinco dias, a partir do recebimento da recomendação, para informar sobre o cumprimento das medidas.  A recomendação também foi encaminhada à Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems).

Fonte: Alagoas24horas