Juliette Freire fala sobre expectativas no Saia Justa: ‘Recuso a ideia do endeusamento’


Em entrevista ao programa ‘Saia Justa’ nesta quarta-feira (26), a campeã do BBB 21, Juliette Freire conversou com Astrid Fontenelle, Pitty, Gaby Amarantos e Mônica Martelli sobre a vida após a fama, os sentimentos ao vencer o reality show e os rumos que pretende dar a sua carreira. 

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Logo no começo da entrevista, a paraibana afirmou que sempre foi pé no chão. “Sempre busquei me enxergar como eu realmente era, o que me fazia feliz. Não era uma adolescente que sonhava com o príncipe encantado, vida perfeita, eu tinha o pezinho no chão. Isso me fez me conhecer de verdade. Eu me sentia mais segura e tranquila.”

Perguntada sobre o sucesso de sua passagem pelo reality show, a advogada refletiu: “É muito bom, mas, ao mesmo tempo, dá muito medo. É tudo gigante, mas fico feliz de saber que as pessoas gostaram de mim apenas pelo que eu sou, que me aceitaram com todas as minhas vulnerabilidades. Espero corresponder a tanto amor e tanta expectativa. Estou tentando com muita boa vontade.”

Durante a entrevista, a nova milionária também desabafou sobre a preocupação em corresponder expectativas. “Não sabia fazer diferente. Eu me apeguei ao que eu tinha. Sou muito feliz e grata ao carinho dos fãs, eles gostaram de mim. Se eles gostaram de mim, não vou me aprisionar. Recuso a ideia do endeusamento. Eu erro.”

A maquiadora contou que fez  terapia durante uns cinco anos: “Comecei pra terminar um relacionamento. Ele era muito meu amigo, não via motivo, mas o motivo é que eu não era feliz. Comecei nessa vibe e depois que eu consegui resolver esse conflito, pensei: ‘Mas ainda tenho esse, esse e esse”.

Juliette disse que ao sair da casa, ela buscou ajuda de sua terapeuta e de um padre: “Estou nessa luta de reconexão comigo. O que mais me assusta é a cobrança, mas comigo mesma eu estou feliz por conseguir ser eu, e deu certo.”

Questionada sobre grandes momentos de transformação em sua vida, antes do BBB 21, a advogada contou sobre sua irmã. “Quando minha irmã morreu (aos 17 anos, em 2009) foi a virada de chave na minha vida. Até ali, eu era muito simples, mas muito plena. E quando ela morreu, passei a ter consciência da finitude da vida. Passei a pensar em quem eu quero ser, porque eu posso morrer amanhã. Passei a viver diferente. Não dormia sem resolver nada.”

Denominada a ‘maior pegadora do BBB’, Juliette comentou sobre esse seu lado sedutora. “Dei vários selinhos. Queria ter dado mais, mas não dava. Quando paquero sério – eu amo todo mundo, sou a fim de todo mundo, é fato, fico tímida, mais quietinha, tenho vergonha. Ali, eu estava entregue. Até pegaria, porque tem o desejo, óbvio, e ali dentro eu tinha muito mais, mas eu conseguia bloquear e ficava na brincadeira (no BBB). Dava um cheirinho e matava a vontade. Não foi azarar para seduzir e não pegar não, foi algo leve e tal”.





Fonte: iBahia