Operário (PR) mostra arrumação; Ponte Preta com Kleina vai caminhar?


Brasileiro

Operário (PR) mostra arrumação; Ponte Preta com Kleina vai caminhar para isso?

Grandes clubes não empolgam na largada da Série B

Publicado em 29/05/2021
por ARIOVALDO IZAC – –

Gilson Kleina

Gilson Kleina

Assuntos não faltam pra abordagem: Gilson Kleina de novo na Ponte Preta, largada do Guarani apenas com empate, e horas e horas de desportistas de olhos ‘grudados’ na televisão, pra dar a necessária espiada sobre qual a ‘cara’ inicial desta Série B do Campeonato Brasileiro.

Treinador Kleina está em baixa, tanto que sequer era cotado para retorno à Ponte Preta.

Com a recusa de outros sondados, como Zé Ricardo, Eduardo Barroca e Mozart, as portas se abriram para ele, que assiste a estreia da equipe em Santa Catarina contra o Brusque, na manhã/tarde deste domingo.

Ultimamente o histórico de Kleina tem sido de demissões. Foi assim na passagem pela própria Ponte Preta em 2017, Coritiba, Avaí, Criciúma e Náutico.

No Criciúma o aproveitamento foi de 38%. No Náutico apenas 33%, mas isso contrasta com histórico positivo na própria Ponte Preta com conquista do acesso ao Brasileirão em 2011 e semifinalista do Paulistão de 2012.

Kleina é o típico gestor de grupo, que sabe controlar bem o ambiente, e geralmente programa seu time para jogar atrás da linha da bola.

Se a casa continuar desarrumada, não estranhem caso se agarre na opção com três volantes.

GUARANI

Futebol tem algumas lógicas por vezes de difícil compreensão de torcedores.

Houve quem cobrasse que o estreante treinador Daniel Paulista colocasse em prática marcação alta na saída de bola do Vitória, no jogo de sexta-feira.

Acertadamente o treinador optou pela marcação meia pressão, a partir da intermediária ofensiva bugrina.

Por que isso?

Porque jogadores de ataque do Guarani apenas cercam, mas não tomam a bola de ninguém.

Quantas vezes você viu essa bola ser ‘roubada’ no campo de ataque, na organização defensiva do adversário?

Se faz marcação alta quando a pressão dá resultado.

Então, que se treine para que atacantes incorporem estilo de desarme, e não apenas cercarem adversários infrutiferamente.

Quando se marca saída de bola, exige-se compactação dos compartimentos, com zagueiros até além do meio de campo.

E com a lerdeza do volante Índio e uma zaga pesada, seria perigoso exposição defensiva, diante do leve e rápido time do Vitória?

LARGADA DA SÉRIE B

Futebol é um troço caprichoso. Apesar de o Cruzeiro perder dois jogadores por expulsão, quem projetaria que o time do Confiança estivesse bem encaixado para vencê-lo por 3 a 1?

A rigor, antes da largada do Brasileiro da Série B o falatório era de favoritismo dos chamados grandes clubes que integram a competição, desconsiderando-se que futebol é no campo, e não peso de camisas e tradições.

Aí viu-se um Vasco mal distribuído em campo e curvando-se ao bem compactado time do Operário (PR), que o venceu por 2 a 0.

Boleirada do Operário tem incorporado a célebre frase do saudoso treinador Gentil Cardoso quando ‘quem pede tem preferência, e quem se desloca recebe’.

Ao se deslocarem com frequência, boleiros do Operário recebiam a bola livre, na maioria das vezes, e isso serviu para dar consistência ofensiva à equipe.

CORITIBA

Futebol do Coritiba na vitória sobre o time alternativo do Avaí por 2 a 0 foi marcada por lentidão na transição ao ataque e nada que empolgasse.

No time coritibano o atacante Waguininho é titular, sem que faça nada diferente dos tempos de Guarani.

Ao manter a base da Série B anterior, o Náutico dá sinais de que possa ser postulante ao acesso, ao vencer o CSA por 1 a 0 na estreia.


Fonte: Futebol Interior