Quer emagrecer pulando corda? Tudo que você precisa saber para alcançar resultados


Quem pensa que pular corda é só uma atividade de lazer e uma brincadeira divertida, está muito enganado! A atividade é um ótimo exercício aeróbico que ajuda na perda de peso corporal (gasto calórico), fortalece os músculos, principalmente os membros inferiores, e trabalha a parte cardiorrespiratória. Também pode substituir a esteira, a bicicleta, ou outros exercícios de aquecimento para quem frequenta academia, e costuma fazer parte de circuitos de exercícios para quem gosta de treinos rápidos, como o treinamento funcional HIIT (treinamento intervalado de alta intensidade). Pular corda também é muito utilizado por praticantes de artes marciais como boxe, muay thai e karatê, por trabalhar bastante a agilidade.

E de acordo com a educadora física Luciana Moraes Santana, especialista em treinamento neuromuscular, pular corda é uma boa alternativa para quem quer sair do sedentarismo e não tem tempo ou não gosta de frequentar academia. “Para quem trabalha viajando, por exemplo, pular corda é uma opção, já que a corda cabe em uma bolsa de mão”.

Estudos apontam que pular corda pode queimar até 300 calorias em 30 minutos. Porém, de acordo com a educadora física, para ter esse gasto calórico é necessário um certo tempo de treinamento, e alguns fatores devem ser levados em consideração, como o condicionamento cardiorrespiratório, o equilíbrio, e uma certa coordenação motora para fazer os “saltitos” de forma ininterrupta.

Foto: reprodução / Revista ABM

E para melhorar ainda mais os resultados, além de um profissional de educação física para elaborar o treino, é recomendado consultar um nutricionista para um bom plano alimentar. “Cada indivíduo tem respostas diferentes ao exercício. O que serve para um, nem sempre vai ser bom para o outro, por isso é importante ter acompanhamento de profissionais preparados”.

Embora seja uma atividade fácil, é preciso cuidado se a intenção for praticar como treino. Como é um exercício de repetição, exige atenção principalmente para quem é iniciante, ou está há muito tempo sem praticar exercícios físicos, ou para quem tem problemas de coluna e/ou nas articulações.

Portanto, quem tem hérnia de disco; sobrepeso ou obesidade; artrose e problemas no joelho, como lesões em meniscos ou amolecimento das cartilagens (o que causa dor), devem ter cautela e precisam consultar um ortopedista ou um fisioterapeuta para saber se podem fazer a atividade, e em qual intensidade.

E para quem é iniciante, a especialista orienta fazer uma avaliação médica geral para ver as condições cardíacas e metabólicas, como o funcionamento da tireoide, a dosagem de açúcar no sangue, a pressão arterial e o colesterol.  “É recomendado fazer avaliação médica antes de começar qualquer atividade física. Após a avaliação, o treino pode começar de forma gradual, e aumentar a intensidade com o passar do tempo”, orienta.

Foto: reprodução / Revista ABM

Orientações para começar a pula corda

  • Primeiro, fazer uma avaliação médica;
  • Se estiver apto, comece aos poucos, de leve, observando seu corpo e seu equilíbrio;
  • Aproveite para se familiarizar com a corda. Caso sinta muita dificuldade, pratique sem corda, apenas fazendo o gesto imaginário do movimento, até conhecer bem os limites do seu corpo ao fazer os saltos alternados (pé direito, pé esquerdo), de forma curta e rápida;
  • Não é necessário fazer saltos altos. Ao saltitar, amorteça com a parte da frente do pé, primeiro, e não com o calcanhar;
  • Comece com 1 minuto de saltitos por 1 minuto de descanso, durante 15 minutos. Dessa forma, já garante um treino aeróbico para o dia;
  • Aos poucos esse tempo pode ser ampliado, no máximo até 30 minutos, e o tempo de descanso reduzido;
  • Como envolve saltito e um certo impacto nas articulações, é recomendado praticar a atividade de duas a 3 vezes por semana
  • Não esquecer de deixar uma garrafinha de água sempre por perto. A hidratação é muito importante;
  • E alongar os músculos antes e depois de fazer a atividade. “Alongar ajuda, inclusive, a relaxar o corpo e a mente. Dá uma sensação de bem-estar, acalma a respiração. É muito bom!”, orienta a educadora física

Em casa ou na academia, se os músculos estiverem fortalecidos os efeitos dos impactos são menores, principalmente nos joelhos. Por isso, a educadora física sugere a incluir a musculação, ou outros exercícios que fortaleçam a musculatura. “Além disso, vai ajudar a ter um treino mais completo, com outros benefícios para a saúde”, esclarece.





Fonte: iBahia