Se Daniel Paulista precisasse constatar carências, de certo constatou


Brasileiro

Se Daniel Paulista precisasse constatar carências, de certo já constatou

Publicado em 28/05/2021
por ARIOVALDO IZAC – –

Se é que o treinador Daniel Paulista precisasse de um jogo para tirar conclusões sobre alguns jogadores que integram o elenco bugrino, de certo conferiu que supostos palpites de pessoas próximas para a escalação do volante Índio deveriam ter sido descartados.

Talvez não lhe informaram que todas as bolas que chegaram ao atacante de beirada Matheus Sousa, ainda por ocasião do jogo contra o Mirassol, foram perdidas.

E já que não fizeram repasse do centroavante Rafael Costa a outra agremiação, é claro que, na reserva, a qualquer momento será requisitado, e o que se vê é o mesmo do mesmo.

Não foram apenas por essas razões que o Guarani ficou no empate por 1 a 1 com o Vitória da Bahia, na noite desta sexta-feira, em Campinas, na largada do Campeonato Brasileiro da Série B.

Por sinal, como bem definiu Daniel Paulista, o Guarani foi um time de altos e baixos.

A tentativa de agrupamento de jogadores do meio de campo pra frente foi vista em partes do jogo.

GOL TRABALHADO

Em uma delas registrou-se o gol de empate aos 29 minutos do primeiro tempo, quando o meia Andrigo tocou de calcanhar para o atacante Davó, que incontinenti serviu Júlio César por dentro, e dali o passe para o lateral-esquerdo Bidu, livre de marcação, que, na cara do gol, chutou rasteiro, de forma certeira, sem chances de defesa ao goleiro Ronaldo.

Houve algumas tentativas de repetição deste estilo, porém com imperfeição. Logo, projeta-se que isso possa ser corrigido na sequência.

Se antes via-se o atacante Júlio César essencialmente pela beirada, agora também se agrupa por dentro e abre uma avenida para projeção de Bidu na ofensiva.

Além do gol, isso se repetiu em outras ocasiões, e é sinal positivo.

Mesmo com erro de pontaria, jogadores se habilitaram a chutes de fora da área, uma alternativa salutar. Aí é uma questão de treino para se direcionar melhor o alvo.

RAFAEL MARTINS

Guarani e Vitória propuseram o jogo, atacaram.

Durante o primeiro tempo, o time baiano usou mais o lado direito de seu ataque, ocasião em que Guilherme confundiu a marcação.

Índio, que teoricamente deveria dar o primeiro combate, estava disperso, enquanto Bidu perdia na cobertura.

Coadjuvando Guilherme, o meia Soares, posicionado pelo ali, explorava a liberdade que lhe davam, uma delas logo aos nove minutos, quando arriscou chute plenamente defensável, mas o goleiro Rafael Martins falhou: gol do Vitória.

E ainda no primeiro tempo, Rafael Martins, mal colocado, quase ‘tomou’ outro gol de Soares, além de ter saído ‘caçando borboleta’ em bola cruzada.

CORRERIA DO VITÓRIA

Na base da correria, o Vitória conseguiu equilibrar o jogo durante o primeiro tempo.

Isso evidencia que ajustes precisam ser feitos no time bugrino.

Se o lateral-direito Pablo tem deficiências na marcação, pelo menos espera-se dele mais objetividade ofensiva, fato que não ocorreu.

De que adianta o meia Andrigo tentar clarear as jogadas se o atacante Davó perde a maioria.

Exceto a participação no lance do gol, sinalizem algo mais dele?

Lateral Raul Prata, do Vitória, errou passe e a bola ficou com Davó, que avançou e poderia ter driblado um defensor adversário para posterior arremate, mas finalizou mal e desperdiçou a chance, aos 39 minuto do primeiro tempo.

Claro que o atacante Bruno Sávio, sem ritmo de jogo, oscilaria. Com manutenção na equipe, a tendência é crescer de rendimento.

RESERVAS

Oportuna uma pergunta de um dos entrevistadores ao treinador Daniel Paulista, para que avaliasse a queda de rendimento com as trocas na equipe durante o segundo tempo.

Apesar a movimentação, o meia Régis oscilou bastante. Inclusive teve chance de gol em lançamento de Bidu, mas chegou desequilibrado na bola para a finalização, e o chute foi pra fora.

Como explicar a fase desastrosa do atacante Matheus Sousa, incapaz de ganhar uma jogada sequer?

De útil apenas a disposição tática dele ao recuar para acompanhar as investidas do bom lateral-esquerdo Pedrinho, do Vitória.

Depreende-se, portanto, que além da chegada do centroavante Lucão, o Guarani carece de mais um atacante de beirada que faça jogadas em velocidade. Não dá pra apostar as fichas, igualmente, no reserva Renanzinho.


Fonte: Futebol Interior