Teleconsulta vai contra o código de ética da medicina? Entenda


Hoje é muito comum ter um atendimento médico à distância através de plataformas de vídeo. Segundo uma pesquisa feita pela consultoria de saúde Mercer Marsh, no último ano quatro milhões de brasileiros optaram pela teleconsulta ao invés de ir até os hospitais presencialmente.  

A pandemia da covid-19 foi um fator decisivo para aceitação da telemedicina, que aumentou em 316%. Porém, ainda há muitas discussões sobre a legislação para o uso dessa metodologia e como ela deve ser realizada sem descumprir o código de ética de medicina.  

O código de ética foi construído há 18 anos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Nele, foi estipulado que “o atendimento médico a distância, nos moldes da telemedicina ou de outro método, dar-se-á sob regulamentação do Conselho Federal de Medicina”. 

Porém, durante esses 18 anos o mundo passou por grandes mudanças e enormes avanços tecnológicos. Antes mesmo da pandemia, em 2018, houve uma tentativa de modernização deste parágrafo do código, mas que foi revogada por conta da grande rejeição dos médicos. 

O CFM se deparou com um obstáculo: a pandemia e a aceleração do processo de legislação do uso de telemedicina. Por isso, foram realizadas diversas reuniões com o objetivo de alteração do código de ética.  

Apesar de ainda não haver nada conclusivo ou regulamentado, alguns pontos devem se manter tanto nos atendimentos presenciais como nos onlines. Confira: 

  • Os médicos tê a obrigatoriedade de estarem constantemente atualizados em relação às técnicas; 
  • O paciente deve ser respeitado e sua integridade deve ser preservada;
  • Mesmo nos atendimentos online, é preciso haver sigilo médico sobre o prontuário do paciente.





Fonte: iBahia