Walker e Sterling sofrem racismo após vice do City na Champions


Liga dos Campeões

Jogadores do Manchester City sofrem racismo após vice na Champions

As mensagens racistas foram publicadas nas contas do Instagram dos atletas, que denunciaram as ofensas

Publicado em 30/05/2021
por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 30 (AFI) – Após a derrota por 1 a 0 na final da Liga dos Campeões para o Chelsea, neste sábado (29), os jogadores Raheem Sterling e Kyle Walker, do Manchester City, foram alvos de ataques racistas nas redes sociais, quando perfis comentaram diversos ’emojis’ de macaco em suas fotos.

RACISMO

Foto: Divulgação

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As mensagens racistas foram publicadas nas contas do Instagram dos atletas, que denunciaram as ofensas. Dono do Instagram, o Facebook removeu as mensagens e as contas dos agressores, divulgando ainda um comunicado sobre o acontecido.

“O abuso racista sofrido por esses jogadores na noite passada é abominável e não queremos isso no Instagram. Removemos rapidamente uma série de comentários e contas por quebrarem nossas regras e continuaremos revisando e tomando medidas contra aqueles que violam nossas políticas. Nada resolverá esse desafio da noite para o dia, mas estamos empenhados em fazer o que pudermos para manter nossa comunidade protegida de abusos”, disse o comunicado.

Além da dupla do Manchester City, diversos jogadores que atuam em clubes da Premier League, primeira divisão da Inglaterra, diversos jogadores também sofreram ataques racistas em suas redes sociais, como Trent-Alexander Arnold e Sadio Mané, do Liverpool, Reece James, do Chelsea, e os atacantes Anthony Martial e Marcus Rashford, do Manchester United, este último, que revelou ter sofrido ao menos 70 calúnias raciais após a derrota na final da Liga Europa.

MEDIDAS

Após uma série de casos de racismo nas redes sociais na Grã-Bretanha, a Premier League pediram às empresas de redes sociais para ajudarem a acabar com a discriminação. O Instagram anunciou uma série de medidas, enquanto que o Twitter prometeu continuar seus esforços após tomar medidas em mais de 700 casos de abusos relacionados ao futebol na Grã-Bretanha em 2019.


Fonte: Futebol Interior