Wesley Guimarães, de Cidade Invisível, fala sobre a importância da série para cultura


A série ‘A Cidade Invisível’ se tornou uma das produções da Netflix mais assistidas em 2021, chegando a ficar no Top 10 em diversos países. Estreada em fevereiro deste ano, a trama, que tem no elenco os atores Marcos Pigossi e Alessandra Negrini, é sobre um detetive que atormentado pelas investigações da morte de sua esposa se envolve em uma batalha entre o mundo visível e um subterrâneo habitado por criaturas folclóricas.  

Foto: Reprodução

Na primeira temporada da série, é possível identificar alguns personagens famosos do folclore como, o Boto cor-de-rosa, Iara, Cuca, Curupira e o Saci. O personagem Isac, mais conhecido como o ‘saci-pererê’, se tornou um dos favoritos na trama. Interpretado pelo ator baiano Wesley Guimarães, o iBahia conversou com o artista sobre a carreira e a produção da Netflix. Confira: 

iBahia: Como surgiu o interesse pelo meio artístico e há quanto tempo atua? 

Wesley Guimarães: Eu atuo desde dos 12 anos, falando de teatro porque desde criança fazia muitas cenas em casa, por sempre gostar de arte. O interesse pela arte surgiu das referências da minha família, pois nela tem muito músicos e então eu comecei na arte nesse âmbito. 

Lá em 2006, quando estava fazendo catequese, passei a fazer parte do ministério de música, depois fiz parte do grupo de teatro da Igreja por que sempre gostei de público.  Até que um dia uma pessoa me viu e me convidou para fazer um teste e então eu passei a fazer parte do ‘Cria’ a Ong que me acolheu. A partir daí foram surgindo outros projetos. 

iBahia: Como surgiu o convite para participar do elenco da série ‘A Cidade Invisível’? 

Wesley Guimarães: Eu fiz Irmandade, outra produção da Netflix e um tempo depois surgiu o convite para participar da série. Foi até um período que eu estava querendo voltar para a Bahia, pois o dinheiro estava acabando. Eu peguei o cachê da série e investi em São Paulo por causa das oportunidades. 

Eu fiquei em São Paulo e estudei bastante, e foi quando apareceu o Isac, que caiu na minha frente de uma forma tão positiva. Assim que chegou a proposta para mim e eu li sobre o personagem, eu fiquei encantadíssimo, por que os personagens que chegam para a gente geralmente têm uma linha parecida, mas o Isac sai dessa linha, pois ele é místico. 

A primeira coisa que eu pensei foi que seria muito positivo para a minha carreira e para o audiovisual brasileiro, por que o Brasil pede algo nesse sentido, falando da nossa cultura que é muita rica. 

iBahia: E por falar em série, o saci vai voltar na segunda temporada? 

Wesley Guimarães: Ainda não tenho essa informação, mas eu quero muito que ele volte para a segunda temporada, assim como os outros personagens, ainda mais que ele tocou no coração das pessoas, principalmente nesse momento que as pessoas não estão bem.   

iBahia: O que podemos esperar para a segunda temporada? 

Wesley Guimarães: Sobre a segunda temporada, a gente pode esperar boas histórias e uma exploração maior sobre a nossa mitologia, mas acredito que todas as discussões que a série gerou será mais aprofundado nessa nova temporada. 

iBahia: Como foi participar de uma trama que traz uma história tão forte para os brasileiros? 

Foi muito significativo para a mim, principalmente por poder acessar o meu ‘eu’ criança, além de poder representar a arte circense, pois o Isac é um artista de rua. Explorar isso foi importante para mim, aprendi truque de mágicas e aprofundei um pouco em malabares.  

A energia é de gratificação e eu fico muito feliz de fazer parte desse avanço no audiovisual brasileiro, a série tem efeitos especiais de última geração, muito bem explorado e fez sucesso em vários países ficando no top 10. 

A série trouxe um respeito maior para o audiovisual brasileiro e para a nossa cultura. A produção provou também que boas histórias podem vim de qualquer lugar do mundo e tocar no coração das pessoas, principalmente nesse momento. Com certeza, é o maior cachê que todos. 

iBahia: O que você acha sobre toda a repercussão que a série teve dentro e fora do País? 

Wesley Guimarães: Foi muito positiva, eu não esperava esse resultado. Não esperávamos que seria tão grande. Ficamos muito surpreso por que entramos no catálogo da Netflix e no outro dia ficamos no top 10 em vários países. A gente conseguiu expandir a nossa cultura, a nossa mitologia e melhor ainda foi melhor viver o personagem tão amado que é o Saci. 

iBahia: Quais são os seus projetos futuros? 

Eu penso em escrever meu monólogo e em fazer peças de Teatro. Além de participar de outras séries, espero muito voltar na segunda temporada de ‘A Cidade Invisível’, mas já adianto que estarei na segunda temporada da série Irmandade. 

*Sob supervisão da repórter Cláudia Callado





Fonte: iBahia