Ator Rafael Cardoso tem miocardiopatia hipertrófica; saiba o que é a doença


O ator Rafael Cardoso, que passou por uma cirurgia para implantar um desfibrilador cardíaco, nesta quinta-feira (3), tem miocardiopatia hipertrófica congênita, com a qual sempre conviveu sem problemas, até o mês passado. Após a internação do artista, o termo foi um dos assuntos mais pesquisados do Google. Mas, afinal você sabe o que é essa doença?

Foto: Reprodução

O que o ator da Globo tem, é a chamada ‘doença cardíaca’ que atinge o septo, que fica em uma região músculo que divide o coração em diferentes cavidades, por onde passam terminações elétricas, responsáveis pelo controle do ritmo cardíaco.

“Hipertrófica quer dizer que existe um espessamento do músculo cardíaco, responsável por aquela divisão em cavidades. Então essa região que a gente chama de septal ou septo, tem uma tendência genética de crescer e ficar bem musculosa, por isso hipertrófica”, disse o cardiologista, Edmo Atique Gabriel.

De acordo com o especialista, esse crescimento atinge as fibras musculares que passam nessa região do septo, e faz com que a pessoa tenha risco de arritmias cardíacas, além de morte súbita.

Miocardiopatia hipertrófica congênita

A doença pode nascer com a pessoa, geralmente por fatores genéticos ou relacionados a gestação, que causa algum tipo de má formação no órgão. Ela pode se manifestar entre os 20 e 40 anos de idade, e pode ser diagnosticada com exames de rotina, como o ecocardiograma.

A doença apesar de ser incomum, pode ser manifestada ao longo da vida, quando não há fatores genéticos relacionados. O uso inadequado de anabolizantes (hormônios) e o descontrole da pressão arterial podem estimular o surgimento dela.

“Eu já vi pessoas que desenvolveram esse tipo de hipertrofia porque tinham uma alimentação predominante de proteínas e ainda tomaram suplementos proteicos durante muito tempo, e a doença foi um efeito colateral. Nada é isento de risco”, comenta o profissional.

Como diminuir a doença

Segundo o especialista existem duas maneiras: a mais convencional é uma cirurgia complexa no septo do coração para tentar diminuir a hipertrofia. Porém, há riscos no pós-operatório, como arritmias e insuficiência cardíaca.

Além disso, também existe o implante de um tipo de marcapasso, que fica com uma parte encaixada no coração e a outra embaixo da pele. Esse aparelho regula o batimento cardíaco.

“No caso dessa doença específica, você tem que usar um desfibrilador, que é um marcapasso, só que mais sofisticado. Ele tem uma função complementar que consegue perceber que o coração está entrando em arritmias mais graves, e evita que elas se transformem numa parada cardíaca”, finaliza Gabriel.





Fonte: iBahia