Conheça a história de quem é apaixonada por São João e teve que se adaptar na pandemia


Apaixonada por São João desde dos sete anos, a autônoma Elenilda Souza Santos, da cidade de Jequié (BA), sempre esteve presente nas festas juninas. Ela fala que seu casamento com os festejos juninos aconteceu em uma quadrilha na escola que estudou nas primeiras séries do ensino fundamental.  

“Cresci em uma família na qual meu pai sempre tocou nos forrós da região, então o amor só aumentou, minha mãe sempre arrumava eu e meu irmão com aquelas roupas típicas da época, sem contar as comidas simples, mas que nos deixava muito felizes”, disse ela.  

Elenilda Santos relata que não se recorda de quantas festas participou, pois sempre curtiu os festejos na sua cidade. Segundo ela, sempre gostou também de ir para as festas privada como ‘Forró da Margarida’ que era uma festa muito conhecida em Jequié.  

“Uma vez fui para Ipiaú, uma região daqui de Jequié, foi muito divertido também, na verdade o São João é bom em qualquer lugar desde quando você gosta da festa”, completa a comerciante.  

Para ela, a festa junina já está carimbada e não existe nenhuma outra que substitua, pois é um festejo de pessoas simples e acolhedoras. De acordo com Elenilda, é muito raro encontrar casas que se visite nessa época em que não se possa lhe oferecer um licor, amendoim ou um bolo que seja algo que retrata o São João.  

Conforme Elenilda, quando passou tempo morando na capital, ela ficou dois anos sem curtir a festa no seu interior, pois estava trabalhando muito e não deu para viajar.

“Fiquei muito triste, mas me reinventei, na época comprei dvds de vários artistas, para acompanhar os forrós do momento. Preparei minha mesa e bem feliz curtir em casa com minha família, tomando meu licor e assistindo”.  

Por falar em música, a comerciante deixa claro que curte todo tipo de forró, mas que cultiva muito a festa raiz. “Não podemos fugir da nossa essência, que é um bom e velho forró tradicional, chamado de pé de serra”.  

Para quem é fã de São João, a pandemia deixou um vazio. Em 2021, será o segundo ano sem os festejos, devido a necessidade de manter o distanciamento social. Elenilda fala que isso a deixa com “um aperto no coração muito grande”.

Para ela, foi necessário criar estratégias de como recomeçar e não perder a tradição, então, surgiu as lives onde a comerciante consegue se encontrar e matar a saudade do São João.  

“Esse ano como o ano de 2020 será da mesma forma selecionando as lives e curtindo em casa com minhas comidas típicas e minha família bem feliz acreditando que logo poderei voltar as praças para rever meu pai tocando com o trio dele de forró e sentindo o calor humano que é o que mais sinto falta”, finaliza ela.  

*Sob supervisão da repórter Claudia Callado





Fonte: iBahia