Karol Conká lança música, diz ainda querer se desculpar com fãs e que a arte a salvou



Depois da sua passagem pelo “Big Brother Brasil 21” e do “tombo” causado pela rejeição que encontrou fora da casa, Karol Conká decidiu se expressar da maneira que mais gosta: com música. Na última sexta, ela lançou o clipe de “Mal nenhum”, segundo single depois da sua saída do programa. O primeiro, “Dilúvio”, foi lançado justamente na final do reality.

As duas músicas estarão no novo disco, que sairá em breve (ainda sem data definida), e fazem parte de uma lista de 12 canções que ela escreveu em apenas duas semanas, resguardada em seu estúdio, depois da turbulenta passagem pela casa mais vigiada do Brasil.

— Escrevia o que estava sentindo no dia. Vivendo em extrema tristeza, eu consegui fazer arte, e foi assim que percebi que eu não estava morta por dentro. Então pensei que já dava para lançar um álbum. Na minha cabeça, achava que isso ia acontecer no ano que vem. Achei que não ia conseguir fazer música — conta ela, lembrando que o processo de um álbum costuma durar muito mais tempo e frisando que se surpreendeu ao perceber que tinha escrito tanto e tão rápido.

Na história que criou e “musicou” sobre seus sentimentos, como ela mesma define, “Mal nenhum” vem depois do banho de cachoeira que ilustrou o vídeo de “Dilúvio” (que tinha um ar angelical) para representar uma forma de pensar positivamente, lembrando a si mesma a importância de não pirar e de se proteger do mal. No novo clipe, ela canta em um galpão, com um visual de tranças nos cabelos e cercada por motos, carros e fogo, levantando muita poeira a sua volta.

— Achei que teria mais a ver lançar “Dilúvio” naquela época, que era exatamente o que eu estava passando, e todo mundo acompanhava essa minha tempestade. Mas eu continuo passando por esse momento de reflexão. O clipe de “Mal nenhum” pode ter várias interpretações, mas representa a tentativa de equilíbrio em meio ao caos — resume a rapper, que pretende lançar mais um single e o álbum completo até o fim deste ano.

Além das músicas, e nesse movimento de se reencontrar, Karol lançou o programa “VemK”, na sua conta no Instagram, em que fala sobre saúde mental com profissionais da área, como a psicanalista Maria Homem.

— Uma das coisas que eu mais ouvi quando saí do programa foi: “Ela é louca, precisa se tratar”. E o que eu fiz? Eu ouvi. Quero entender realmente tudo o que está acontecendo. Não conseguiria me ver trabalhando outras coisas nas minhas redes que não fosse isso. Por isso é no meu IGTV, porque é bem pessoal. Fico mais ouvindo do que falando. Tenho praticado muito a escuta e o equilíbrio — explica ela.

Apesar de tudo que passou, a artista prefere sempre enxergar o copo meio cheio. Depois de um “BBB 21” com artistas tão conhecidos, Karol alerta que os próximos famosos convidados não devem se basear na experiência dela ao analisar se vão ou não para a próxima edição do programa.

— Cada indivíduo tem a sua particularidade. É uma grande oportunidade para quem souber usar. Mas acho que podem usar o meu exemplo para ver que as coisas seguem. Pude me enxergar como nunca e cuidar de situações que eu nem conhecia, como a saúde mental. Para chegar no estado a que cheguei, é porque eu já não estava muito bem — avalia a cantora, que anima os futuros participantes: — Não sei se é válido eu falar isso, mas acho que as pessoas não deveriam ter medo de participar. É um laboratório incrível de aventura e conhecimento. É para gente corajosa. Isso já é admirável.

Dentro de todo esse processo pós-“BBB”, Karol fala que a falta dos shows ajuda a alimentar sua ansiedade. Enquanto não pode, por causa da pandemia, voltar aos palcos, ela aproveita o carinho do público nas poucas vezes em que sai:

— Eu não saio muito, por conta da pandemia. Tenho muito medo. Mas quando saio, só recebo carinho. As pessoas me pedem uma foto e já fico com vontade de pedir desculpa. Mas sempre me falam coisas legais. Pena que não dá para ver tanto o público, iria me ajudar demais.





Fonte: iBahia