Por que Kleina optou por esquema defensivo diante do limitado Sampaio


Brasileiro

Por que Kleina optou por esquema defensivo diante do limitado Sampaio Corrêa?

Ponte Preta perde para o Sampaio Corrêa no último minuto

Publicado em 11/06/2021
por ARIOVALDO IZAC – –

Teria o treinador pontepretano Gilson Kleina avaliado criteriosamente o seu elenco e intimamente constatado limitações a ponto de evitar expor o seu time, mesmo diante do igualmente limitado Sampaio Corrêa?

Ao colocar em prática o velho estilo de seu time jogar atrás da linha da bola, fica evidente que Kleina não pretendia correr risco, que valorizaria um pontinho se conquistasse em São Luís (MA), na noite desta sexta-feira.

Claro que a opção de contra-ataques em velocidade seria, na concepção dele, até a hipótese de trazer três pontos.

Na prática, a Ponte Preta dele sequer trouxe o mísero pontinho. Foi derrotada por 1 a 0, ao sofrer o gol no último giro do ponteiro, para completar os 50 minutos do segundo tempo.

Em bola cruzada da direita, através de Watson, o lateral-direito pontepretano Felipe Albuquerque rebateu mal, e a sobra ficou para o atacante Jean Silva, que marcou no Estádio Castelão.

CAUTELA EXAGERADA

Eis a questão discutível: com elenco limitado e mal treinado pelo antecessor Fábio Moreno, estaria correta a opção de Kleina de usar cautela até exagerada durante o período que projeta para arrumação da equipe nesta Série B?

Há quem interprete que, apesar dos pesares, Kleina teria valorizado demasiadamente um time extremamente limitado como o Sampaio Corrêa.

Seria o caso de a Ponte Preta propor o jogo e arriscar a vitória, mesmo que isso pudesse oferecer atalhos que o adversário pudesse explorá-los?

Pressupõe-se que Kleina tivesse radiografia do time do Sampaio Corrêa, pautado em rodar a bola até lentamente – no propósito de valorizá-la -, a espera do erro do adversário para ‘espetar’.

A lenta transição do time maranhense favorecia a malha de marcação imposta pela Ponte Preta, que a bem da verdade só foi ameaçada nos instantes derradeiros da partida, quando o Sampaio já havia feito substituições de jogadores visando ganhar mais vigor ofensivo.

DOIS LANCES

A rigor, o Sampaio Corrêa só preocupou os pontepretanos em duas jogadas ao longo da partida.

Na primeira, o meia Joanderson foi fominha na tentativa de finalizar, sendo travado, quando Romarinho estava livre, de frente para o gol pontepretano, aos 40 minutos do segundo tempo.

Afora isso, o lance que originou o gol da vitória.

Paradoxalmente, apesar da proposta defensiva, com opção de contra-ataques, foi a Ponte quem ameaçou no primeiro tempo em três jogadas.

Se o chute de fora da área de Moisés foi pra fora, basicamente da mesma distância o volante Léo Naldi exigiu defesa do goleiro Mota.

Em lance de cobrança de escanteio, o volante Dawhan testou e a bola resvalou o travessão e saiu.

NENHUM CHUTE

Detalhe: no segundo tempo a Ponte Preta não acertou um chute sequer em direção ao gol adversário, o que evidencia que muita coisa precisa ser feita para ajuste da equipe.

Lateral-esquerdo Rafael Santos fez lembrar Guilherme Lazaroni pelos incontáveis recuos de bola e sem presença ofensiva.

Com Renatinho sumido em campo e Camilo sem definição se volta pra organizar jogadas ou se adianta para completá-las, o time ficou sem organizadores.

E a dependência de lampejos do atacante Moisés não surtiu efeito, embora tivesse facilidade no enfrentamento com o lateral-direito Luís Gustavo, do time maranhense.


Fonte: Futebol Interior