Que chocolate, hein Guarani! – Futebol Interior


Brasileiro

Que chocolate, hein Guarani!

Goleada sobre o Operário (PR) por 5 a 2 surpreendeu até o mais otimista bugrino

Publicado em 01/06/2021
por ARIOVALDO IZAC – –

Perfil da coluna é análise fria e imparcial. Todavia, como toda regra tem exceção, esta goleada do Guarani por 5 a 2 sobre o Operário (PR), em Curitiba, na noite desta terça-feira, enche de orgulho o seu torcedor.

Afinal, foi um jogaço na abertura da segunda rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

E o placar seria de 6 a 2 se o árbitro Rodrigo Batista Raposo não anulasse gol legítimo de Davó, quando erroneamente foi marcado impedimento aos 33 minutos do primeiro tempo.

Emoções de um jogo como esse transcende o imaginável de torcedores das duas equipes.

PABLO E TALLES

Não fossem bolas que o lateral-direito Pablo e zagueiro Talles salvaram quase na risca fatal; não fosse defesa a queima-roupa praticada pelo goleiro Rafael Martins, em cabeçada do atacante Ricardo Bueno, o jogo poderia ter terminado em 5 a 5.

Pelos ingredientes de uma partida como esta, certamente o bugrino, orgulhosamente, vai colorir as ruas de Campinas com a camisa verde e branco e sorriso de orelha a orelha, nesta quarta-feira.

ESTILO VERTICAL

Sem o meia Andrigo, de repente o substituto Régis, escalado, surpreendeu com brilhante atuação, coroada com golaço: terceiro de sua equipe, aos 30 minutos do primeiro tempo.

Lateral Bidu foi ao fundo de campo, bateu cruzado, e Régis aproveitou o rebote do goleiro Simão para chutar de primeira: 3 a 1.

Tal como este lance, aquele em que o Guarani abriu o placar, logo aos oito minutos, foi de jogada em velocidade, em contra-ataque puxado por Davó, que igualmente no fundo de campo apenas rolou a bola pra trás e encontrou Bruno Sávio, que chegou ‘chapando’: 1 a 0.

Se o Operário entrou em campo com soberba de que iria impor seu ritmo propositivo e encurralaria o Guarani, se equivocou.

Desta fez o time paranaense encontrou um adversário com o mesmo propósito e premiado até com gol do volante Bruno Silva, aos 26 minutos, por sinal um golaço.

No chute, de fora da área, a bola ganhou incrível efeito e foi ‘dormir’ no ângulo esquerdo.

Se ali a vantagem bugrina era de 2 a 0, dois minutos depois o Operário diminuiu com belo gol do atacante Jean Carlos que, livre de marcação, colocou a bola na ‘gaveta’.

DAVÓ

Se o atacante bugrino Davó devia melhor performance, desta vez se redimiu.

Além da participação no gol de Bruno Sávio, de ter gol anulado injustamente, nada como a recompensa de ser coroado com gol agora validado.

Isso ocorreu aos cinco minutos do segundo tempo, quando acreditou na jogada e no vacilo do zagueiro Rodolfo Filemon do Operário, para acertar chute rasteiro, cruzado, no canto direito: 4 a 1.

PRECAUÇÃO

Claro que o time paranaense iria se atirar ao ataque. com intuito de reduzir a grande diferença no placar. Logo, naquela circunstância, era natural o Guarani se precaver defensivamente.

Assim, se aos 10 minutos Pablo evitou conclusão de adversário quase na linha fatal, aos 27 minutos do primeiro tempo o zagueiro Talles, de cabeça, já havia salvado gol certo em cima da risca, o volume ofensivo do Operário teve resultado prático pelo menos mais uma vez. Foi quando o bom lateral-esquerdo Silva cruzou, Alex Silva tocou e Ricardo Bueno aproveitou o rebote para marcar aos 13 minutos.

EXPULSÕES E LUCÃO

Depois disso, o jogo se arrastava com vitória bugrina por 4 a 2 quando aos 41 minutos, em agressão mútua, goleiro bugrino Rafael Martins e Alex Silva, do Operário, foram expulsos.

Acreditem: neste bom jogo estava reservada a última emoção: Lucão, que entrou aos 31 minutos em substituição a Davó, deixou a sua marca aos 47 minutos, quando arriscou chute de fora da área e colocou a bola fora do alcance do goleiro Simão: 5 a 2.


Fonte: Futebol Interior