Sangaletti, do Guarani para o Corinthians na década de 90


Sangaletti, do Guarani para o Corinthians na década de 90

Zagueiro conquistava títulos de forma consecutivas

Publicado em 08/06/2021
por ARIOVALDO IZAC – –

O Guarani trouxe do XV de Jaú, na metade do ano de 1995, o eclético zagueiro Marcelo Antonio Sangaletti, identificado no meio apenas pelo sobrenome. A estreia dele se deu logo após o Paulistão, num amistoso contra o Flamengo, em Cuiabá (MT), com empate por 1 a 1, gol do então meia Djalminha para os bugrinos, enquanto Edmundo descontou aos rubro-negros, época em que ele tinha Sávio e Romário como parceiros de ataque.

Eis o time bugrino daquela época, comandado pelo treinador Pepe: Narciso; Anderson, Cláudio, Sangaletti e Júlio César; Fernando, Fábio Augusto, Valdeir e Djalminha; Jean (Alex) e Fernando Diniz (Fabinho).

Sim, o Fernando Diniz em questão teve rápida passagem pelo Guarani, ficou mais tempo no Juventus – com rendimento apenas razoável -, e agora se transformou em treinador de grandes clubes do futebol brasileiro.

Na sequência daquela temporada, já no Campeonato Brasileiro, Sangaletti passou a atuar na zaga central e formar dupla com Amaral, até a chegada de Sorlei, vindo do São Paulo.

ESTILO CLÁSSICO

Sangaletti era destemido ao desarmar adversários. Driblava-os, se necessário, e sabia arrancar com a bola de trás, para iniciar rápida transição ao ataque.

Do Guarani, se pudesse certamente esqueceria a goleada que a equipe sofreu para o Atlético Mineiro por 4 a 1, no Estádio Brinco de Ouro, quando, no segundo gol, passou maus bocados com o meia Paulinho, 1,67m de altura, que ousou tentar aplicar-lhe chapéu dentro da área, contido com pênalti, convertido.

A carreira dele iniciada no Juventus, com prosseguimento em XV de Jaú e Guarani, reservou passagem pelo Corinthians, quando o Banco Excel bancou a contratação.

Ali começaram conquistas de títulos, que se prolongaram por mais cinco vezes no Sport Recife e Náutico, e outras três pelo Inter (RS), onde encerrou a carreira em 2005 devido à lesão no ombro.

MURICY RAMALHO

O contato com o treinador Muricy Ramalho, que havia se estendido desde os tempo de futebol nordestino, o inspirou a fazer curso de treinador e tentar emplacar na função, mas a experiência no Noroeste, em 2016, na Série A3 do Paulista, não foi como pretendia.

A rigor, nenhum ressentimento por Muricy ter-lhe sacado do time em intervalo de jogo contra o Guarani, na derrota do Inter por 3 a 1, em 2004. Na ocasião cedeu lugar para Rodrigo Paulista.


Fonte: Futebol Interior