Anvisa emite alerta sobre de casos raros de síndrome de Guillain-Barré após vacinação



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu 34 notificações de casos suspeitos da síndrome de Guillain-Barré, um raro distúrbio neurológico, após a vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Apesar do comunicado, a Anvisa ressaltou que mantém a recomendação da continuidade da vacinação em todo o país, já que os benefícios dos imunizantes superam em muuto os riscos.

De acordo com os dados do consórcio de imprensa amealhados em secretarias estaduais de Saúde 98.202.468 pessoas já foram parcialmente imunizadas com a primeira dose de uma das vacinas, o equivalente a 46,38% da população brasileira. E 39.493.648 pessoas estão totalmente imunizadas (com as duas doses ou com a vacina de dose única), ou seja, 18,65% da população nacional.

De acordo com a Anvisa, 27 dos casos suspeitos ocorreram após a vacinação com o imunizante da AstraZeneca. Quatro notificações ocorreram depois do uso da CoronaVac e três após o recebimento da Janssen, a vacina da Johnson&Johsnon. A agência solicitou que as empresas responsáveis por cada vacina incluam nas respectivas bulas informações sobre o possível risco da síndrome.

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca as células nervosas. Os episódios após vacinação são muito raros, mas já foram relacionados com outras vacinas, como a da gripe.

A Anvisa recomenda que quem apresente sintomas da síndrome procure atendimento médico imediato. Entre os primeiros sintomas estão a sensação de dormência ou de queimação nas extremidades dos membros inferiores (pés e pernas) e, em seguida, superiores (mãos e braços). Outras características são as dores na lombar ou nas pernas e uma fraqueza progressiva.

A agência também alertou que profissionais de saúde devem ficar atentos para os sinais da Guillain-Barré afim de garantir o diagnóstico correto e ágil.





Fonte: iBahia