Como funciona, quais são as vantagens e porque aderir a teleconsulta



Antes da pandemia do novo coronavírus, pouco se ouvia falar de telemedicina. Com a necessidade de se manter em isolamento social, a possibilidade de fazer consulta de maneira virutal passou a ser regulamentada. E o primeiro ponto para entender essa mudança na forma que cuidamos da nossa saúde, é explicar o que é telemedicina e teleconsulta. Sim, são coisas diferentes. 

De acordo a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada no Diário Oficial da União no início de 2020,  a telemedicina é definida como o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e promoção da saúde. Também estabelece que ela pode ser feita em tempo real ou via atendimento offline.

Dentro da telemedicina, há algumas possibilidades de atendimento remoto, e aí é que entra a teleconsulta. Além das consultas virtuais, a telemedicina engloba o telediagnóstico, a teleinterconsulta, a telecirurgia, a teletriagem, a teleorientação, a teleconsultoria e o telemonitoramento.

“Algumas dessas já estavam previstas nas regulamentações anteriores, como por exemplo o telemonitoramento, a tele interconsulta. Isso já era possível antes e já era permitido. A é consulta que foi regulamentada com a chegada da pandemia”, explica o médico especialista em medicina de família e comunidade, Filipe Loures.

Como o próprio nome sugere, a teleconsulta é definida como a consulta médica remota, ou seja, acontece quando médico e o paciente estão localizados em diferentes espaços geográficos. E essa “modalidade” passou a se tornar uma rotina na vida dos médicos. E como qualquer novidade, pode gerar estranheza para quem estar do outro lado, o paciente.

Para Dr. Filipe, a adesão dos pacientes a esse tipo de consulta foi positiva. “Foi algo que me surpreendeu positivamente. O usuário da teleconsulta tem tipo boas experiências. Claro que existem algumas limitações como velocidade de internet, por exemplo, que acabam às vezes prejudicando, mas no geral a experiência tem sido muito boa, inclusive com pacientes idosos. São pacientes que imaginávamos que seria mais difícil”, comentou.

A teleconsulta proporciona maior acessibilidade ao paciente, uma vez que eles não precisam se deslocar para os consultórios. Caso os pacientes vivam em regiões de difícil acesso ou possuam dificuldade de locomoção, eles não precisam esperar ou atravessar longas distâncias para serem atendidos por um profissional de saúde.

Nesses casos, o atendimento tende a ser mais rápido. Com a ajuda dos serviços a distância, o paciente pode mandar resultados de exames por mensagens e, apenas caso seja necessário, retornar ao consultório, por exemplo.

Além disso, a teleconsulta resulta em uma redução dos custos. O paciente não precisa gastar com o deslocamento e o médico consegue realizar tratamentos com mais rapidez e qualidade. Podendo, dessa forma, atender mais pacientes sem aumentar a carga de trabalho.

A consulta pode ser feita por meio de uma plataforma própria do serviço de telemedicina escolhido ou até mesmo pelo WhatsApp do paciente. A conversa entre médico e paciente precisa ter boa conexão, para que o áudio e o vídeo tenham qualidade e a avaliação seja feita de forma adequada.

O paciente pode marcar teleconsultas através dos serviços oferecidos pelos planos de saúde ou assinando o serviço de empresas especializadas em telemedicina, como o Você Saúde. O serviço tem atendimento 24 horas, possui duas opções de plano e atende mais de 15 especialidades médicas. 





Fonte: iBahia