Conheça os atletas baianos com chances de medalha que estarão nas Olimpíadas



Após ser adiada em um ano, a Olimpíada de Tóquio irá, enfim, acontecer. Com o aumento do número de casos da Covid-19 no Japão, com um novo estado de emergência decretado, não haverá público nos estádios da região da capital japonesa. Apesar disso, no dia 23 de julho começam os Jogos. E entre os milhares de atletas classificados ou convocados para representar as nações, sendo mais de 300 brasileiros, pelo menos oito baianos representarão a Bahia do outro lado do mundo – e com chances de medalha!.  

Para você ter um motivo a mais para torcer, trouxemos uma lista de oito atletas baianos que estarão nos Jogos. Abaixo você conhecerá mais a trajetória de cada um e o que esperar deles na competição. Confira: 

  • Ana Marcela (Maratona Aquática) 
    Foto: Divulgação / CBDA

Principal nome da Maratona Aquática Brasileira, Ana Marcela Cunha é baiana de Salvador. A nadadora tem 30 anos e já participou de duas Olimpíadas (Londres, em 2012, e Rio de Janeiro, em 2016), além de três Pan-Americanos (Rio, em 2007, Guadalajara, 2011, Toronto, 2015 e Lima, 2019). 

No último Pan disputado, Ana Marcela levou o ouro na prova de 10km, mesma que disputará em Tóquio. Além disso, a soteropolitana já foi ouro nos mundiais de Xangai (2011), Kazan (2015), Budapeste (2017) e Gwangju (2019). 

São ao todo 10 medalhas em mundiais, algo que nenhum outro atleta conseguiu conquistar.  

Ana é uma das esperanças de ouro do Brasil na Olimpíada de Tóquio na prova dos 10km. Em 2016, no Rio, o desempenho da nadadora acabou decepcionando e ela terminou em 10º lugar. Um ano antes, a baiana havia sido eleita pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) como a melhor atleta. 

  • Isaquias Queiroz (Canoagem de Velocidade) 
    Foto: Divulgação / COB

Isaquias Queiroz fez muito brasileiro conhecer mais a canoagem ao chegar ao pódio três vezes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Baiano de Ubaitaba, o atleta de 30 anos, já disputou, além da Olimpíada na cidade carioca, dois Pan-Americanos (Toronto, em 2015 e Lima, em 2019). 

Em 2016, Isaquias brilhou e entrou para a história do esporte brasileiro. O baiano se tornou o brasileiro com maior número de medalhas em única edição de Jogos Olímpicos ao ganhar duas pratas e um bronze durante as competições realizadas na Lagoa Rodrigo de Freitas. 

Na ocasião, o atleta conquistou as três medalhas em três modalidades diferentes. O brasileiro ficou com a medalha de prata ao ser superado apenas pelo alemão Sebastian Brendel, que levou o ouro. Nos dias seguintes, ele levou um bronze no C2 200m e outra prata no C2 1000m masculino, ao lado de Erlon de Souza. 

Agora, em Tóquio, ele pode entrar novamente para a história e igualar a marca histórica de cinco pódios olímpicos dos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, e se tornar recordista em medalhas olímpicas representando o Brasil. 

O atleta competirá na canoa individualmente e também ao lado do conterrâneo Jacky Godmann no C2 1000m masculino nas águas de Tóquio. Na preparação para os Jogos, Isaquias levou a prata no C2 1000m ao lado da sua dupla. 

  • Beatriz Ferreira (Boxe) 
    Foto: Divulgação / COB

Com 28 anos, Beatriz Ferreira disputa a sua primeira Olimpíadas neste ano. Baiana de Salvador, a boxeadora disputa o leve feminino (até 60kg) e no Pan-Americano de 2019, em Lima, levou a medalha de ouro. 

Além do Pan, Beatriz também chegou ao lugar mais alto do pódio no Mundial da Rússia também em 2019. Agora, Bia Ferreira, como é conhecida, chega aos Jogos de Tóquio como a favorita ao ouro olímpico.  

E a história no boxe vem de berço. A soteropolitana é filha de Raimundo Ferreira, que foi tricampeão baiano e bicampeão brasileiro. Ela começou a lutar aos quatro anos em 2004, em Juiz de Fora, Minas Gerais, onde o pai treinava, começou a carreira de boxeadora.  

Em 2016, Bia ajudou a medalhista olímpica Adriana Araújo a se preparar a para a Olímpiada do Rio. Após o período de treinamentos, a CBBoxe indicou a baiana como atleta revelação de alto rendimento da modalidade. 

Desde 2017 a baiana é titular de sua categoria na seleção brasileira. Em 28 competições que disputou, ela conquistou 27 medalhas.  

  • Keno Machado (Boxe) 
    Foto: Divulgação

Keno Machado tem apenas 21 anos e chega aos Jogos de Tóquio com a experiência de um Pan-Americano, em Lima, e uma medalha de bronze. 

Baiano de Conceição do Almeida, no recôncavo baiano, Keno um dos nomes brasileiros que vai lutar no boxe masculino na categoria meio pesado (até 81kg). 

No Mundial de 2019, último realizado, parou nas oitavas de final ao perder por decisão dividida para o cazaque Bekzad Nurdauletov, que viria a ser o campeão. 

Keno conseguiu a classificação para os Jogos de Tóquio através do ranking mundial. Ele chega à Olimpíada com boas expectativas, podendo até disputar uma medalha. 

Uma curiosidade sobre o atleta vem do seu nome. Ele nasceu Keno Machado, mas adotou o sobrenome Marley por seu irmão gostar muito de reggae e de Bob Marley. 

  • Breno Correia (Natação) 
    Foto: Divulgação / CBDA

Breno Correia teve um início de carreiro meteórico. Aos 20 anos, o soteropolitano já participou de 50 competições, e conquistou 13 medalhas de ouro, 5 de prata e 4 de bronze.  

Cinco delas foram conquistas no Pan-Americano de Lima (2019): foram dois ouros nos 4 × 100 m livres e 4 × 200 m livres, quebrando o recorde dos Jogos Pan-Americanos em ambos; e três medalhas de prata nos 200m livres, 4x100m medley e 4x100m livre misto. 

Ele defende desde 2017 o Esporte Clube Pinheiro e em Tóquio disputará 200 m livre, revezamento 4 x 200 m livre e revezamento 4 x 100 m livre. 

Atualmente, Breno é considerado um dos melhores nadadores do país. Tem como característica e sempre ir bem quando fecha revezamentos, o que o torna peça fundamental para as equipes do Brasil irem bem em Tóquio. 

  • Formiga (Futebol Feminino) 
    Foto: Divulgação / CBF

Aos 43 anos, Formiga é um dos principais nomes da Seleção Brasileira de futebol feminina. Para se ter uma ideia do tamanho da jogadora, ela é a atleta brasileira que mais vezes participou das Olimpíadas, ao lado do velejador Robert Scheidt. Em Tóquio, ela falará a sétima e última participação. 

De Salvador, Formiga joga na posição de volante e retornou ao São Paulo, clube que a revelou, neste ano.  

Com 17 anos, ela foi convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Desde então, esteve presente em todas as edições de Mundiais e Jogos Olímpicos. 

Com isso, em 2019, Formiga se transformou na única jogadora de futebol, entre homens e mulheres, a participar de sete edições de Copas do Mundo, tendo defendido o Brasil nas edições de 1995, 1999, 2003, 2007, 2011, 2015 e 2019, e conquistado a medalha de prata em 2007, no Mundial realizado na China, e o bronze no de 1999, nos Estados Unidos. 

Na Olimpíada, mais recorde. O futebol feminino faz parte dos Jogos desde 1996 e Formiga participou de todos. Em Jogos Olímpicos, ela foi medalhista em Atenas e Pequim, quando conquistou a medalha de prata. 

  • Rafaelle (Futebol Feminino) 
    Foto: Divulgação / CBF

Com 30 anos, Rafaelle é uma das jogadoras mais experientes da Seleção Brasileira Feminina. De Cipó, pequena cidade do interior baiano, a 230km de Salvador, a zagueira disputará a segunda Olimpíadas. 

Em 2016, ela fez parte do grupo que terminou em quarto lugar no Rio de Janeira. Pela Seleção, Rafaelle disputou a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2015 e foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto, no Canadá. Em 2018, estava no elenco campeão da Copa América. 

Recentemente, ela veio por empréstimo do time chinês Changchun Dazhong ao Palmeiras, clube pelo qual disputa a Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino. 

  • Daniel Alves (Futebol) 
    Foto: Divulgação / CBF

Daniel Alves dispensa apresentações no mundo do futebol. De Juazeiro, o lateral-direito foi um dos três convocados acima de 23 anos pelo técnico André Jardine para a disputa dos Jogos Olímpicos.  

O jogador do São Paulo tem passagens pelo Bahia, onde foi revelado, Sevilla, Barcelona e Paris Saint Germain. Com 40 títulos, é o jogador mais vitorioso da história do futebol. 

Agora, vai em busca do seu primeiro ouro olímpico. O Brasil conseguiu enfim a medalha de ouro, único título que faltava, no Rio de Janeiro, em 2016, mas Daniel não estava no grupo.





Fonte: iBahia